Lula usa um keffiyeh, lenço-símbolo da causa Palestina Foto: EFE/Andre Borges
Em primeiro lugar, ao longo dos últimos anos, sempre defendi que Lula não representava apenas uma ameaça para o Brasil, mas para o mundo. Quando imaginamos já ter atingido o fundo desse esgoto, a situação pode sempre se agravar ainda mais com o petista.
Em coletiva no último dia 12 de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma confissão que deveria soar como um alerta a todos os brasileiros preocupados com a segurança nacional e com a credibilidade do país no cenário internacional.
Ao detalhar os termos de um acordo de 2010 envolvendo urânio e o regime iraniano, Lula não apenas revisitou um episódio sombrio de sua política externa, mas expôs uma visão de mundo que coloca interesses ideológicos acima do pragmatismo e da aliança estratégica com o Ocidente.
O chanceler Mauro Vieira, com uma narrativa fantasiosa, em audiência na Câmara dos Deputados no dia 18 de março, tentou conferir tons dourados a essa relíquia diplomática.
Segundo o ministro, a “Declaração de Teerã” – articulada por Brasil e Turquia – poderia ter evitado o atual cenário de tensão com o Irã e “impedido o acúmulo de material nuclear enriquecido nos níveis atuais”. Assim, o governo Lula insiste em um padrão de comportamento já escancarado por documentos diplomáticos vazados pelo WikiLeaks.
Na época, a diplomacia americana já apontava que o Brasil, sob o comando de Celso Amorim, “manobrava para dificultar negociações promovidas por Washington no Oriente Médio”.
A estratégia não era a da paz desinteressada, mas a de uma aliança tácita com o Irã, em uma tentativa pueril de contrapor-se aos Estados Unidos e construir uma “frente para resistir aos americanos”, conforme revelam os documentos.
Em suma, Lula e seu governo, ao reabilitarem a Declaração de Teerã, demonstram que sua visão para o Brasil é uma vassalagem a regimes ditatoriais, em detrimento da nossa soberania e da nossa tradição diplomática.
A embriaguez política de Lula é uma chacota global…

