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Coluna ESPAÇO ABERTO – Feminicídios cometidos por policiais expõem a farsa da seleção psicológica

Confira as notícias do dia, por Cícero Moura.

OUTRA VEZ
Mais uma vez o Brasil assiste, estarrecido, a um roteiro que já se tornou previsível — e por isso mesmo, imperdoável.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
DESPREPARADO
Um homem armado pelo Estado, treinado para proteger vidas, transforma-se no algoz dentro de casa.
EMOCIONAL
Não por impulso momentâneo, mas por incapacidade emocional de lidar com frustração, rejeição e limites.
PM
Os casos mais recentes escancaram essa realidade de forma brutal: um tenente-coronel da Polícia Militar é acusado de assassinar a própria esposa, também policial.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
FRIEZA
As investigações apontam um crime frio, com tentativa de simular suicídio e indícios de violência anterior.
PSICOPATA
E não para por aí. Mensagens reveladas no caso mostram um comportamento doentio, baseado em dominação, controle e humilhação — um perfil absolutamente incompatível com alguém que porta arma e autoridade estatal.
PRF
Outro caso recente envolve um policial rodoviário federal que matou a tiros a companheira, também agente pública.
PRF 2
Esse, um sujeito que já respondia por tentativa de estupro. O mais incrível é que a própria PRF já sabia do comportamento doentio. Não são episódios isolados. São sintomas.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
DÚVIDAS
Quantos sinais foram ignorados? Quantos comportamentos agressivos foram relativizados dentro das corporações?
DÚVIDAS 2
Quantas avaliações psicológicas foram tratadas como mera formalidade burocrática? A pergunta que precisa ser feita — e repetida até incomodar — é direta: Quem está sendo autorizado a portar uma arma em nome da sociedade?

SIMPLISTA
Porque não basta saber atirar. Não basta passar em prova física. Não basta decorar legislação.
PERMISSÃO PARA MATAR?
Estamos falando de seres humanos que recebem poder letal. E poder letal exige equilíbrio emocional, autocontrole, maturidade — qualidades que claramente estão faltando em casos como esses.
FARSA DO PREPARO
O discurso oficial sempre fala em “rigor na seleção”, “treinamento intenso”, “avaliação psicológica”. Mas os fatos contam outra história.
REALIDADE
Se o sistema funcionasse de verdade, homens com comportamento possessivo e controlador seriam barrados, sinais de violência doméstica seriam detectados e perfis incompatíveis com autoridade armada seriam eliminados. Mas não são.
REALIDADE 2
E o resultado está aí: mulheres mortas dentro de casa por quem deveria protegê-las — e, pior, com o respaldo institucional que uma farda carrega.
BOMBA SILENCIOSA
O feminicídio, na maioria dos casos, não começa no disparo. Ele começa muito antes: no controle, na ameaça, na obsessão.
PERFIL
Estudos mostram que há padrões claros de escalada da violência antes do assassinato. Ou seja: dá para prever. Dá para evitar.
AÇÃO
Mas isso exige uma coisa que parece faltar: vontade real de enfrentar o problema dentro das corporações.
OPINIÃO
Se dois casos recentes já vieram à tona, quantos outros estão prestes a acontecer? Quantos policiais emocionalmente instáveis estão hoje nas ruas, armados, em crise pessoal, sem acompanhamento adequado?
OPINIÃO 2
Onde está a próxima vítima? Porque ela existe. E, se nada mudar, é apenas questão de tempo.
OPINIÃO 3
É hora de parar com notas oficiais frias e abrir a caixa-preta: Como são feitas, de fato, as avaliações psicológicas?
OPINIÃO 4
Há reavaliações periódicas ou o teste vale “para sempre”? O histórico comportamental dentro da corporação é levado a sério? Existem mecanismos reais para afastar policiais emocionalmente instáveis?
OPINIÃO 5
Se essas respostas não forem claras, objetivas e transparentes, então o sistema está falhando — e custando vidas.
OPINIÃO 6
O problema não é a polícia. O problema é permitir que pessoas despreparadas emocionalmente vistam a farda.
OPINIÃO 7
Porque uma arma na mão errada não protege. Ela executa. E enquanto o Estado fingir que não vê, seguirá sendo cúmplice silencioso de tragédias anunciadas.
Foto: Reprodução / Inteligência Artificial
FRASE
Violência doméstica escondida é uma tragédia em construção.


Fonte: Tribuna Popular

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