Jesus acalma a tempestade
Na tarde que o sol já se escondia,
Chamou-os para o mar atravessar,
O Mestre com voz firme conduzia,
E disse: “Vamos juntos navegar”,
Deixaram tudo, em plena harmonia,
Sem saber o que ia se formar.
O barco então cortava a imensidão,
Enquanto o céu começava a mudar,
Surgiu no vento forte agitação,
E as ondas altas a bater no mar,
Tomados foram logo de aflição,
Temendo ali a vida naufragar.
A água invadia sem cessar,
O medo dominava o coração,
O barco parecia afundar,
E já não viam solução,
Pensavam que iam ali findar,
Perdidos na cruel escuridão.
Jesus, porém, dormia em paz,
Na popa, alheio ao forte vendaval,
Parecia não ver o que se faz,
No caos daquele cenário anormal,
E o medo deles crescia mais,
Diante do perigo iminente e tão real.
Correram para o Mestre acordar,
Clamando em meio à dor e ao pavor,
“Vamos todos perecer no mar,
Não tens cuidado de nós, Senhor?”
Era o desespero a transbordar,
Misturado com dúvida e temor.
Então Jesus se pôs de pé,
Fitando o vento e o bravo mar,
E com autoridade e fé,
Mandou a fúria se acalmar,
E tudo obedeceu a Ele,
Fazendo a paz ali reinar.
Então o vento forte se calou,
E o mar tornou-se como um lençol,
A tempestade enfim cessou,
Sumiu o medo, veio o arrebol,
A paz divina então chegou,
Brilhando como o nascer do sol.
E então lhes disse com amor,
“Por que temer assim, sem crer?”,
Faltava neles mais fervor,
Fé viva para permanecer,
Pois mesmo em meio ao horror,
Eu estou sempre com você.
Tomados de grande admiração,
Olhavam uns aos outros sem falar,
Sentiam forte no coração,
Um grande temor a lhes tocar,
“Quem é este?” — a indagação,
“Que faz o vento e o mar acalmar?”
E assim ficou uma grande lição,
Para quem crê e quer confiar,
Que em meio à dor e à aflição,
Jesus é quem pode acalmar,
Pois tem nas mãos a criação,
E faz a tempestade se dobrar.
Moiseis Oliveira da Paixão
Fonte: Tribuna Popular

