Confira as notícias do dia, por Cícero Moura.
ONIPRESENTE
No Brasil, Deus virou figurante de palanque. É citado com facilidade — e esquecido com a mesma rapidez.
Foto: Reprodução / Inteligência Artificial
DESPEDIDA
E quando a crise aperta, Ele entra em cena como escudo. O exemplo mais recente escancara isso: a saída de Cláudio Castro do governo do Rio de Janeiro.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
DESPEDIDA 2
Oficialmente a saída é para disputar uma vaga ao Senado Federal na eleição de outubro.
CENÁRIO
O problema é que na verdade, Claudio Castro está enrolado até o pescoço em problemas e questionamentos na sua gestão.
DIVINO
Mas aí a salvação divina pode explicar com clareza e, é claro, é preciso um ambiente bem apropriado para tal explicação.
DIVINO 2
Então vamos aos fatos. A despedida veio embalada em discurso religioso. Deus foi citado.
TEM MAIS
Louvores foram usados. O tom foi de devoção pública. Mas a pergunta continua inevitável: o que Deus tem a ver com isso?
AMBIENTE
Desde quando o sagrado virou trilha sonora de crise política? Em que momento louvor passou a ser ferramenta de gestão de imagem?
AMBIENTE 2
Não se trata de fé. Trata-se de conveniência. Aproveitar o momento certo com direito até a lágrimas.
REALIDADE
Porque quando tudo vai bem, a conduta não reflete esses valores. Mas quando a situação aperta, Deus vira argumento.
IMAGEM
Isso não é devoção. É uso. E uso indevido da imagem do criador, que não avaliza nenhum tipo de mentira.
DÚVIDA
A pergunta incômoda volta à mesa: qual a diferença entre um ateu e quem faz isso?
DÚVIDA 2
O ateu não acredita. Não invoca. Não mistura o nome de Deus com os próprios problemas.
FARISEU
Já o “religioso de ocasião” faz exatamente o contrário. Usa Deus como escudo emocional.
FARISEU 2
Como tentativa de redenção pública instantânea. Isso não é fé. É estratégia de sobrevivência.
FARISEU 3
Porque quem acredita de verdade, teme. E quem teme, não banaliza.
FARISEU 4
Não transforma o sagrado em peça de marketing. Não mistura louvor com crise ética.
FARISEU 5
O que se viu no episódio registrado no Rio de Janeiro não foi espiritualidade. Foi encenação.
FARISEU 6
E pior: uma encenação que desrespeita quem realmente acredita. Deus não é assessor de imprensa.
FARISEU 7
Não é ferramenta de reputação. Não é escudo para falcatrua.
OPINIÃO
A péssima encenação na despedida de Claudio Castro mostra que a diferença do ateu para o evangélico é muito clara.
OPINIÃO 2
O problema não é quem não acredita. O problema é quem diz acreditar. E usa isso como álibi.
OPINIÃO 3
Isso sim é uma distorção grave. Isso sim é banalizar o que deveria ser sagrado. E o eleitor precisa começar a enxergar isso com mais clareza.
OPINIÃO 4
E que fique bem claro que Claudio Castro não é o único político que se escora no nome de Deus para enganar o povo.
OPINIÃO 5
Aqui em Rondônia tem uma lista grande de fariseus que atuam na mesma esfera. Quando não é para limpar o nome é para emocionar e, é claro, enganar.
OPINIÃO 6
Quem usa a fé como ferramenta política não está demonstrando devoção; está tentando convencer.
Foto: Reprodução / Inteligência Artificial
FRASE
Fé verdadeira não precisa de propaganda, precisa de caráter.
Fonte: Tribuna Popular

