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Coluna PONTO CRÍTICO – Dinheiro público, marketing privado: a engrenagem milionária da imagem pessoal/oficial de Léo Moraes

Coluna Ponto Crítico – Por Felipe Corona

Mais de R$ 1,1 milhão já bancaram estrutura dedicada à promoção do prefeito de Porto Velho, enquanto fiscalizações do TCE e MP-RO seguem em ritmo de soneca pós-almoço

Gastança
Existe um momento em que o discurso político perde espaço e os números entram em cena sem pedir licença. E, neste caso, eles não apenas falam: praticamente gritam. Levantamento baseado no Portal da Transparência da Prefeitura de Porto Velho revela que, até o fim de fevereiro, mais de R$ 1,1 milhão já foram destinados a uma estrutura diretamente ligada à comunicação e, digamos, à “valorização institucional” do prefeito Léo Moraes (Podemos).
Gastança 2
Claro, tudo dentro do mais puro espírito público… ou quase isso. Não se trata exatamente daquela comunicação institucional clássica, voltada a informar o cidadão. O que se vê é uma engrenagem bem lubrificada: servidores nomeados, salários robustos e diárias frequentes. Todos aparentemente empenhados na nobre missão de manter a imagem do gestor sempre em alta definição, principalmente nas redes sociais. Não é à toa que é o prefeito “tiktoker”.
Gastança 3
A lista de beneficiados é extensa e generosa, com valores que, somados, chegam a R$ 1.175.237,95 (um milhão, cento e setenta e cinco mil, duzentos e trinta e sete e noventa e cinco centavos). Um investimento respeitável, especialmente quando o “produto final” parece ser, essencialmente, o próprio prefeito.
Bonzão
No topo dessa estrutura, destaque para Anderson Parente da Costa (assessor executivo especial, master blaster, jedi, Darth Vader e Power Ranger), que sozinho acumula mais de R$ 414 mil em salários, além de R$ 43,6 mil em diárias. Afinal, promover imagem também exige sacrifícios… e viagens.
E seus eleitos
A lista segue, com nomes conhecidos e outros nem tanto. Todos comandados por aquele que não tem nenhum conhecimento adquirido em faculdade ou sequer em cursos EAD e conhecido como “Parente”: Luiz Carlos da Silva Paes: R$ 73.589,54; Laura de Macedo Câmara: R$ 58.691,09; Larysse Barbosa Rodrigues: R$ 91.295,15 + R$ 10 mil em diárias; Karine Martins Nunes: R$ 26.801,52.

Amigos do “semi-rei”
E ainda há mais eleitos do segundo vice-prefeito, que às vezes manda mais até do que o próprio Léo: Luis Eduardo de Oliveira Freitas: R$ 47.397,17; Geovane Pereira Andrade: R$ 152.905,97 + diárias; Carla Letícia da Silva Maia: R$ 72.736,29 + R$ 6.875,00 em diárias e Andria Caroline Barbosa da Fonseca: R$ 39.004,70.
Agência de viagens PVH
Falando em viagens, alguns deslocamentos chamam atenção. Processos classificados como simples, mas com um certo ar de mistério, envolvem viagens para Maceió, destino que curiosamente aparece mais de uma vez no roteiro da equipe. Fica a dúvida, quase ingênua: qual exatamente o interesse público dessas viagens? Turismo institucional? Benchmarking de praias?
Soneca
Enquanto isso, os órgãos de controle seguem firmes… na observação. O Tribunal de Contas do Estado (TCE/RO) ainda não demonstrou grande pressa. O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) também mantém uma postura, digamos, cautelosa. Nos bastidores, o clima é de uma tranquilidade quase admirável ou preocupante, dependendo do ponto de vista.
Cochichos
Há quem fale em articulações silenciosas, em movimentos discretos para evitar ruídos maiores. Mas, claro, isso fica no campo das suposições. E, convenhamos, seria ótimo se alguém resolvesse esclarecer.
Ralo
O que já não dá mais para disfarçar é o cenário: dinheiro público financiando uma estrutura que, na prática, opera como núcleo de promoção pessoal. Servidores que viram equipe de marketing. Diárias que se acumulam. Finalidades que se diluem.
E o povo ó…
Em qualquer manual básico de administração pública, isso tem nome. E, geralmente, também tem consequência. Por enquanto, Porto Velho assiste. Os números estão aí. A estrutura também. E os órgãos de controle… bem, esses parecem ainda avaliando o melhor ângulo para observar tudo isso.
Farra
E se algum assessor ainda estiver nervoso por ter o salário revelado pelo próprio Portal da Transparência, seguem os links que serviram de base para esta coluna: https://transparencia.portovelho.ro.gov.br/el/folha-pagamento/10078138/2025/12, https://transparencia.portovelho.ro.gov.br/el/folha-pagamento/10078138/2026/02 e https://transparencia.portovelho.ro.gov.br/el/folha-pagamento.
Pelo menos isso…
E ainda bem que ainda há uma seção especializada para que a imprensa e a população fiscalizem esse verdadeiro escárnio feito com o dinheiro público, pago com dinheiro muito suado por meio de impostos. Seja do seu João, da dona Maria e tantos outros do povo. Aqueles, que não são mais “coligados” com o “menino” Léo da campanha.
Super-salários
E conforme já falado aqui outras vezes, os super-salários não são apenas voltados para a promoção pessoal de Léo Moraes e seu irmão Paulo Moraes Jr, que saiu há poucos dias do cargo de secretário, para concorrer a uma vaga de deputado estadual. Muitos secretários ganham 40, 50 mil reais com penduricalhos para exercer funções, onde já recebem muito bem para isso.
Será?
E como falei em tópico ali em cima, essa farra de dinheiro público mais o “tempero” da corrupção, sempre tem consequências. Não é das melhores, nem muito agradável. Normalmente, começa cedo de um dia qualquer, com a pessoa recebendo homens de preto na porta de casa, de cueca e sem camisa. Samuel Costa já alertou que até o fim da gestão de Léo, haverá operação (ou operações) policiais. Eu acredito muito que sim!
*Os sites que publicam esta coluna reservam o direito de manter integralmente a opinião dos seus articulistas sem intervenções. No entanto, o conteúdo apresentado por este “COLUNISTA” é de inteira responsabilidade de seu autor.


Fonte: Tribuna Popular

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