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Inflação em disparada: mercado brasileiro sobe projeção do IPCA para 4,71% e prevê estouro do teto da meta em 2026

Foto: Valter Campanato/ABr
O mercado financeiro elevou a projeção para o IPCA ao fim de 2026 de 4,36% para 4,71%, segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central.
A meta de inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual, o que estabelece o teto em 4,5%. O mercado espera, portanto, que a inflação estoure o teto da meta neste ano.
A revisão para cima marca a quinta semana consecutiva de alta nas projeções, movimento que acompanha os desdobramentos da guerra no Oriente Médio e a escalada dos preços internacionais do petróleo.
Antes do início do conflito, os analistas projetavam inflação abaixo de 4% para 2026. A expectativa do próprio Banco Central era de que o IPCA fechasse o ano em 3,9%.
O IPCA de março registrou alta de 0,88%, acima das expectativas do mercado, acumulando 4,14% em 12 meses. O grupo transporte teve a maior alta do mês, de 1,64%, enquanto alimentação e bebidas subiu 1,56%.
Juntos, os dois indicadores responderam por 76% do IPCA de março.
O dado chama a atenção porque março marca o início da sazonalidade de baixa da inflação, mas os reflexos do conflito no Irã inverteram essa lógica.
Com o resultado de março, as medianas das estimativas do Sistema Expectativas de Mercado passaram a indicar que o IPCA acumulado em 12 meses ficará acima do teto de 4,5% por cinco meses consecutivos, de outubro de 2026 a fevereiro de 2027.
Pelo novo regime de meta contínua, vigente desde 2025, se a taxa ficar acima do limite de tolerância por seis meses seguidos, considera-se que o Banco Central perdeu o alvo.
O C6 Bank projeta que o IPCA encerre o ano em 4,8%, acima do teto da meta. A XP Investimentos também ajustou suas expectativas nomes ligados à instituição vê a probabilidade de um IPCA acima de 5%. No ASA, a projeção que já estava em 4,6% deve ser revisada para cima, e a AZ Quest também prevê elevar sua estimativa atual de 4,5%, que era de 3,60% antes do conflito.
Para 2027, os economistas consultados pelo Banco Central elevaram a projeção do IPCA de 3,85% para 3,91%. Para 2028, a estimativa permanece em 3,6%. A Selic deve encerrar 2026 em 12,5% ao ano, segundo o mesmo boletim, com o dólar projetado a R$ 5,37 e o PIB com crescimento de 1,85%. ​​​​​​​​​​​​​​​​


Fonte: Conexão Política

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