O Governo de Rondônia decidiu, em abril de 2026, não aderir ao programa federal de subsídio que poderia reduzir em cerca de R$ 1,20 o litro do óleo diesel no estado. A medida, adotada por outras unidades da federação, tem como objetivo amenizar os custos do combustível e, consequentemente, o impacto no transporte e no preço final de produtos.
A posição tem gerado críticas. O ex-prefeito de Pimenta Bueno, Delegado Araújo, se manifestou sobre o tema em um vídeo divulgado nas redes sociais, destacando possíveis impactos sociais da decisão.
“Quero comentar sobre a decisão de Rondônia de não aderir à redução de R$ 1,20 no litro do óleo diesel. Essa escolha impacta diretamente a população mais carente, que é quem mais sofre com o aumento dos preços. Quando o diesel sobe, esse custo é repassado para tudo: alimentos, produtos básicos, tudo fica mais caro”, destaca Araújo.
Especialistas apontam que o diesel é um dos principais insumos da cadeia logística no Brasil. Com preços mais elevados, há reflexo direto no valor do frete, o que tende a pressionar o custo de alimentos, combustíveis e outros produtos essenciais, afetando principalmente as famílias de baixa renda.
Em Rondônia, a decisão mantém o diesel em patamar mais elevado em comparação a outros estados que aderiram, o que pode impactar tanto consumidores quanto setores produtivos que dependem do transporte rodoviário. O tema deve seguir em debate nas próximas semanas, especialmente diante da pressão de setores econômicos e de lideranças políticas locais.
Segundo o governo estadual, a decisão foi motivada por limitações orçamentárias e por incertezas quanto à efetiva aplicação do desconto ao consumidor final. A gestão argumenta que não há garantias de que a redução seria integralmente repassada nos postos, o que poderia comprometer o equilíbrio das contas públicas sem assegurar o benefício direto à população.
Enquanto isso, estados que aderiram ao programa federal já iniciaram a aplicação do subsídio, buscando conter a alta de preços em meio a um cenário de inflação e aumento dos custos de transporte.
“O que chama atenção é que, enquanto o governo concede diversas isenções, no momento em que a população mais precisa de apoio, especialmente os menos favorecidos, acaba ficando de fora dessa medida que poderia aliviar o custo de vida”, finalizou o Delegado Araújo.
0:00
0:00
/
0:00
1x
0.5x
0.75x
1x
1.25x
1.5x
2x
Fonte: Tribuna Popular

