Uma mulher de 31 anos, identificada como Eliene Francisca Gomes da Silva, morreu no domingo, dia 26 de abril, após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Vilhena (RO), com queimaduras graves pelo corpo.
De acordo com a Declaração de Óbito, a causa da morte foi uma parada cardiorrespiratória decorrente das lesões provocadas pelo fogo. Diante das circunstâncias, a família solicitou a realização de necrópsia para esclarecer como os fatos ocorreram.
A versão inicial apresentada pelo marido da vítima aponta para um suposto acidente doméstico. Segundo ele, Eliene teria jogado álcool no próprio corpo e iniciado uma “brincadeira” com um isqueiro, momento em que as chamas a atingiram.
No entanto, a narrativa tem sido contestada por familiares e pessoas próximas. Amigos da vítima demonstram desconfiança quanto à hipótese de acidente, o que reforça a necessidade de apuração mais aprofundada por parte das autoridades.
Eliene trabalhava em um frigorífico da empresa JBS e deixa filhos pequenos. O corpo está sendo velado em uma igreja evangélica localizada na Avenida Paraná, em Vilhena, e o sepultamento está previsto para a tarde desta segunda-feira, dia 27 de abril, de 2026.
Mãe questiona versão apresentada
A mãe da vítima relatou que foi informada sobre o suposto acidente pelo genro. Ela havia retornado recentemente de Porto Velho, onde realizava exames médicos.
Segundo a mãe, ao chegar à UPA, Eliene ainda estava consciente e relatou que havia jogado álcool no corpo, mas afirmou que tomou banho e trocou de roupa após o ocorrido, acreditando não haver mais risco.
Ainda conforme o relato, a vítima teria utilizado um fogão — que, segundo a mãe, já não possuía gás — ao dar continuidade à suposta “brincadeira”, momento em que ocorreu o incêndio.
Apesar do depoimento da própria filha, a mãe declarou não acreditar na versão apresentada, reforçando a necessidade de investigação.
A Polícia deverá aguardar o resultado da necrópsia para definir os próximos passos. O caso, por ora, é tratado como morte suspeita e não está descartada a adoção de novas medidas investigativas.
Fonte: TUDO AMAZÒNIA – Sua fonte de notícias na cidade de Cacoal-RO

