Confira as notícias do dia, por Cícero Moura.
FATO
O que salta aos olhos nesse episódio não é apenas a situação da BR-364 — que de fato preocupa e merece fiscalização constante.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
FATO 2
Mas o oportunismo escancarado de quem resolveu “descobrir o problema” justamente quando o calendário eleitoral começa a apertar.
TEATRO
O deputado Lúcio Mosquini e o senador Jaime Bagattoli agora aparecem em vídeos inflamados, discursos duros e indignação cuidadosamente ensaiada.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
TEATRO 2
Falam alto, apontam falhas, cobram providências — tudo isso embalado como se fossem, de repente, os grandes defensores do povo rondoniense.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
ESCONDIDOS?
Mas onde estavam quando a concessão da BR-364 estava sendo discutida?
ESCONDIDOS 2
Onde estavam quando ainda havia espaço real para questionar, pressionar e evitar possíveis erros no modelo adotado?
SEM RESPOSTA
Silêncio.
NENHUM MOVIMENTO
Não houve barulho, não houve mobilização, não houve protagonismo. E isso não é detalhe — é o ponto central.
INÓCUO
Porque é fácil gritar depois que o problema já está instalado. Difícil é agir antes, quando ainda dá tempo de influenciar decisões.
FAKE
Mais grave ainda é o uso de números questionáveis para sustentar narrativas alarmistas.
FAKE 2
Mosquini fala em aumento de 90% nos acidentes e em duplicação de mortes. Mas de onde vieram esses dados?
FAKE 3
Não há clareza, não há fonte consistente, não há transparência.
IRRESPONSABILIDADE
Em um tema sensível como acidentes fatais, números não podem ser jogados ao vento como ferramenta de engajamento político.
OFICIAIS
Dados recentes da Polícia Rodoviária Federal indicam uma realidade mais complexa — e, em alguns recortes, até de redução nos acidentes, ainda que tragédias continuem acontecendo.
Foto: Redes Sociais / PRF
DEBATE
Ou seja, o cenário exige análise séria, não distorção conveniente. Isso não significa que a BR-364 esteja em boas condições — longe disso.
ROTINA DIÁRIA
Buracos, “Pare e Siga”, transtornos e reclamações são reais e precisam de resposta urgente da concessionária e dos órgãos reguladores.
FALÁCIA
Mas transformar um problema legítimo em palanque eleitoral é outra coisa. É explorar a dor e o medo das pessoas para construir narrativa política.
ACHOU O PROBLEMA
Bagattoli, por sua vez, adota o tom de quem “descobriu” as falhas da concessão e agora cobra revisão.
ONDE ESTAVA
Mas novamente: por que essa firmeza não apareceu antes? Por que a vigilância só ganha força quando o voto entra no radar?
ENREDO
A realidade que todos conhecem é de um roteiro conhecido: primeiro, a omissão; depois, o problema; por último, a indignação conveniente.
TENSÃO
Enquanto isso, a população segue enfrentando a estrada todos os dias, lidando com riscos reais — não com discursos.
OPINIÃO
A BR-364 precisa de soluções técnicas, fiscalização rigorosa e responsabilidade institucional. O que ela não precisa é de políticos que trocam ação por encenação.
OPINIÃO 2
Porque indignação de última hora pode até render curtidas —
mas não tapa buraco, não salva vidas e muito menos apaga a memória de quem ficou ausente quando mais precisava aparecer.
FRASE
Buraco na pista se resolve com obra; buraco no caráter político, nem sempre.
Fonte: Tribuna Popular

