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Prévia da inflação acelera em abril, puxada pela alta dos alimentos e combustíveis

Em abril, os combustíveis tiveram uma alta de mais de 6 pontos percentuais
A prévia da inflação, medida pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15), acelerou e ficou em 0,89% em abril — 0,45 ponto percentual acima da taxa registrada em março (0,44%).
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o indicador nesta terça-feira (28).
O resultado foi influenciado, principalmente, pela alta nos preços dos grupos alimentação e bebidas e transportes: de 1,46% e de 1,34%, respectivamente.
No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,39% e, nos últimos 12 meses, de 4,37%, acima dos 3,9% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.
O índice dos últimos 12 meses se aproxima do teto do intervalo da meta da inflação para 2026, que é de 3% e tem uma margem de tolerância de 1,5% para mais ou menos. O indicador é estabelecido pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).
Para efeito de comparação, a prévia da inflação em abril do ano passado foi de 0,43%, ou seja, 0,46 ponto percentual abaixo do registrado este ano para o mês.
Esse índice se diferencia da inflação oficial, calculada pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), pelo período de coleta das informações. O IPCA referente a abril será divulgado em 12 de maio.
Alimentos
No caso dos alimentos, as maiores influências foram a alta do lanche (0,87%) e da refeição (0,65%), que já haviam registrado, em março, altas de 0,5% e 0,31%, respectivamente.
Transportes
Em meio ao conflito no Oriente Médio, o preço dos combustíveis tem sido pressionado.
Segundo o IBGE, o produto registrou alta de mais de 6 pontos percentuais, passando de -0,03% para 6,06% na passagem de março para abril.
A gasolina aumentou 6,23% em abril, sendo o principal impacto individual no índice do mês (0,32 p.p.).
O óleo diesel também ganhou destaque e saiu de 3,77% em março para 16% em abril. O etanol subiu 2,17%, e o gás veicular recuou 1,55%.
Saúde
O grupo de saúde e cuidados pessoais (0,93%) teve a terceira maior influência, principalmente, pelas altas nos itens de higiene pessoal (1,32%), produtos farmacêuticos (1,16%) — sobretudo em função do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos a partir de 1° de abril — e pelo plano de saúde (0,49%).
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Fonte: Extraderondonia.com.br

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