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Coluna ESPAÇO ABERTO – Entre obras e narrativas: o duelo político que expõe visões opostas em Rondônia

Confira as notícias do dia, por Cícero Moura.
OBRA

A recente agenda de entregas de infraestrutura em Rondônia, marcada pela inauguração da ponte sobre o Rio Candeias e anúncios ligados à BR-364, revelou mais do que avanços logísticos.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
DIFERENÇAS
Escancarou o contraste político entre os senadores Confúcio Moura e Marcos Rogério. Duas lideranças estaduais em busca de espaços diferentes.
MDB
De um lado, Confúcio adotou um discurso institucional, enfatizando a articulação com o governo federal e a atuação conjunta da bancada.
MDB 2
Ao destacar investimentos, corredores logísticos e a importância estratégica da região, posicionou-se como interlocutor ativo em Brasília — alguém que prefere dividir os créditos e reforçar a ideia de construção coletiva.
MDB 3
No entanto, essa escolha não é isenta de risco: ao exaltar o governo federal em um estado majoritariamente alinhado à direita, o senador caminha em terreno politicamente sensível.
PL
Do outro lado, Marcos Rogério optou por um caminho mais combativo. Ausente da cerimônia oficial, direcionou sua atuação para uma agenda paralela, focada em críticas à concessão da BR-364 e ao impacto das tarifas de pedágio.
PL 2
Sua retórica foi direta, com ações nominais e insinuações de protagonismo político indevido por parte do adversário.
PL 3
Ao afirmar que “não há razão para comemorar” e criticar o que chamou de “festa com chapéu alheio”, deixou claro que sua estratégia passa por tensionar a narrativa dominante.
OPINIÃO
O episódio revela duas formas distintas de fazer política: uma que busca capitalizar entregas a partir da cooperação institucional e outra que aposta na fiscalização crítica e no enfrentamento direto.
OPINIÃO 2
Ambas dialogam com públicos diferentes — e ambas carregam ganhos e custos. E os dois políticos, é obvio, sabem o peso disso.
OPINIÃO 3
No meio desse embate, fica evidente que a infraestrutura, embora essencial, também se transforma em palco de disputa política.
OPINIÃO 4
Obras que deveriam falar por si acabam acompanhadas de discursos, versões e cutucadas, onde cada lado tenta consolidar sua própria narrativa.
OPINIÃO 5
A  população observa — entre pontes inauguradas e discursos cruzados — quem, de fato, entrega resultados e quem melhor consegue contar essa história.
DESENVOLVIMENTO
A decisão da Assembleia Legislativa de Rondônia de aprovar a abertura de crédito suplementar de R$ 252,5 milhões para o DER/RO não é apenas um ato administrativo.
Foto: Reprodução / ALE-RO
DESENVOLVIMENTO 2
É uma demonstração clara de como o Parlamento pode e deve atuar em favor do interesse coletivo.
DESENVOLVIMENTO 3
Ao viabilizar recursos para pavimentação, construção e substituição de pontes, os deputados estaduais respondem a uma demanda histórica da população: estradas trafegáveis, seguras e capazes de sustentar o crescimento econômico do estado.
DESENVOLVIMENTO 4
Não se trata apenas de asfalto ou concreto, mas de garantir mobilidade, acesso a serviços essenciais e dignidade para quem depende dessas vias no dia a dia.
RURAL
A iniciativa ganha ainda mais relevância quando se observa o impacto direto nas regiões rurais.
RURAL 2
São produtores que precisam escoar sua produção, estudantes que dependem do transporte escolar e famílias inteiras que necessitam de acesso básico à saúde e outros serviços públicos.
PROGRESSO
Melhorar a malha viária é, portanto, investir em qualidade de vida e em oportunidades.
INSTITUCIONAL
O Parlamento, ao aprovar medidas como essa, cumpre seu papel estratégico: não apenas legislar, mas impulsionar políticas públicas que geram resultados concretos.
INSTITUCIONAL 2
É a política funcionando como ferramenta de transformação, conectando regiões, fortalecendo a economia e aproximando o cidadão do desenvolvimento. Estrada boa não é luxo — é caminho aberto para o futuro.
MAU EXEMPLO
Há situações que não pedem rodeios — pedem correção. O episódio ocorrido na Escola Municipal Rio Guaporé, em Porto Velho, é um desses casos em que a atitude individual escancara um problema maior: a banalização do compromisso com o serviço público.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
MAU EXEMPLO 2
Após um feriado prolongado de três dias, alunos retornaram à rotina escolar e, em vez de aula, encontram portas fechadas por uma decisão que não tem qualquer respaldo pedagógico: o aniversário da professora.
MAU EXEMPLO 3
Isso não é sobre o direito de celebrar uma data pessoal — isso é legítimo. O problema é transformar uma sala de aula em extensão da agenda privada.
MAU EXEMPLO 4
A escola não é espaço de conveniência. É ambiente de formação, disciplina e exemplo coletivo.
MAU EXEMPLO 5
Cada dia letivo perdido não é apenas um número no calendário — é conteúdo não ministrado, aprendizado interrompido e um recado perigoso sendo dado aos alunos: o de que compromissos podem ser flexibilizados conforme a vontade de quem deveria dar o exemplo.
MAU EXEMPLO 6
É inevitável questionar o nível de supervisão. Se a direção tinha conhecimento, falhou ao permitir. Se não tinha, falhou ao não saber. E cabe, sim, à Secretaria Municipal de Educação, apurar com rigor.
ARRANHADO
O prefeito Léo Moraes pode até não ter ciência do caso, mas situações como essa acabam respingando na gestão como um todo.
FATO
Mais do que um episódio isolado, o caso reforça uma cultura que precisa ser enfrentada: a do “jeitinho” aplicado ao que deveria ser levado a sério. Educação não combina com improviso, muito menos com descaso.
FRASE
Acreditar em dias melhores é um ato de resistência contra o desânimo.


Fonte: Tribuna Popular

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