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A popularização da tirzepatida, medicamento utilizado no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2, tem despertado preocupação entre especialistas da saúde devido ao aumento do uso sem acompanhamento médico. Conhecida comercialmente por nomes como Mounjaro, a medicação ganhou espaço nas redes sociais após relatos de rápida perda de peso, mas médicos alertam que o uso indiscriminado pode trazer riscos importantes à saúde.
Segundo o médico Everaldo Ferreira de Souza, da Kacoal Clínica Médica, a procura pelo medicamento cresceu significativamente nos últimos meses, principalmente entre pessoas em busca de emagrecimento acelerado. No entanto, ele ressalta que a tirzepatida não deve ser encarada como uma “solução milagrosa”.
“A tirzepatida é um medicamento moderno, eficaz e respaldado cientificamente, mas precisa ser utilizada com responsabilidade. Cada paciente possui uma realidade clínica diferente, e o uso sem avaliação médica pode causar efeitos adversos e até mascarar problemas de saúde”, explica.
O especialista destaca que entre os principais riscos da automedicação estão náuseas intensas, vômitos, desidratação, perda excessiva de massa muscular e alterações metabólicas. Além disso, o uso inadequado pode levar ao chamado “efeito rebote”, quando o paciente recupera o peso após interromper o tratamento sem mudança de hábitos.
Outro ponto que preocupa os profissionais é a compra irregular do medicamento pela internet e em estabelecimentos sem autorização. Recentemente, operações policiais em todo o país investigam a comercialização ilegal de medicamentos utilizados em protocolos de emagrecimento, incluindo a tirzepatida.
Dr. Everaldo reforça que o tratamento da obesidade precisa ser individualizado e acompanhado de mudanças no estilo de vida.
“O medicamento ajuda muito, principalmente no controle do apetite e da compulsão alimentar, mas ele não substitui alimentação equilibrada, atividade física e acompanhamento profissional. O objetivo deve ser saúde e qualidade de vida, não apenas estética”, afirma.
A tirzepatida atua em hormônios relacionados à saciedade e ao controle da glicose, sendo considerada uma das terapias mais modernas para obesidade e diabetes tipo 2. Estudos apontam resultados expressivos na perda de peso, mas especialistas reforçam que a medicação exige acompanhamento contínuo para garantir segurança ao paciente.
Diante da crescente procura pelo medicamento, médicos alertam para a importância da conscientização e do combate à banalização dos tratamentos para emagrecimento, principalmente nas redes sociais, onde promessas de resultados rápidos muitas vezes ignoram os riscos envolvidos. (Redação)
Fonte: Tribuna Popular

