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PF troca delegado que pediu investigação contra Lulinha e chefiava inquérito de desvios no INSS

Foto: Marcelo Camargo/ABr
A Polícia Federal (PF) promoveu mudanças internas na condução das investigações sobre desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o que resultou na saída do delegado que vinha coordenando o caso. O investigador havia ganhado notoriedade por atuar em medidas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em nota, a PF informou que os inquéritos deixaram a Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários e passaram a tramitar sob responsabilidade da Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro. Segundo a corporação, a alteração busca “ampliar a estrutura disponível” e reforçar os recursos empregados nas apurações.
Antes da mudança, o caso era conduzido pelo chefe da divisão especializada em crimes previdenciários. O delegado esteve à frente de pedidos de prisão de investigados apontados como integrantes do suposto esquema de fraudes em aposentadorias, entre eles o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, além de outros alvos ligados ao caso.
A troca na condução do inquérito levou o ministro André Mendonça a se reunir nesta sexta-feira (15) com integrantes da Polícia Federal para solicitar esclarecimentos sobre a alteração. O delegado removido da investigação continuará atuando na divisão previdenciária, mas deixará de coordenar os procedimentos relacionados ao INSS, que passarão a ser conduzidos por outro investigador sem participação anterior direta no caso.
A PF afirmou que os demais integrantes da equipe foram mantidos e sustentou que a reestruturação não deve provocar impactos no andamento das apurações.
A atuação da corporação no caso vinha sendo questionada pela defesa de Lulinha, que alegava ausência de fundamentos para medidas adotadas contra o filho do presidente. Entre as diligências realizadas pela PF estão pedidos de quebra de sigilo bancário, posteriormente autorizados por André Mendonça, além da elaboração de relatórios sobre movimentações financeiras consideradas suspeitas envolvendo a empresária Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Lulinha. Ambos negam qualquer participação em irregularidades.


Fonte: Conexão Política

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