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POESIA: AVIVA, Ó SENHOR, A TUA OBRA

AVIVA, Ó SENHOR, A TUA OBRA

Habacuque viu seu povo
Na maldade se perder,
A justiça enfraquecida
Sem o mal retroceder;
E clamou com alma aflita
Para Deus lhe responder.
“Até quando, ó Senhor?”
Foi seu triste questionar,
Pois a violência crescia
Sem ninguém se consertar;
Mas o profeta sabia
Que só Deus podia ajudar.
Judá vivia distante,
Sem temor no coração,
A Palavra era esquecida,
Crescia a corrupção;
E o profeta intercedia
Com profunda aflição.
Parecia que o Senhor
Não queria mais agir,
Mas Deus vê todas as coisas
Mesmo antes de intervir;
Sua santa paciência
Dá tempo ao homem de ouvir.
Deus ouviu o seu clamor
E mostrou sua visão:
Levantaria a Babilônia
Como instrumento de correção;
Para Judá se lembrar
Do caminho da salvação.
A resposta foi mais dura
Do que o profeta esperou,
Pois Deus usou até juízo
Quando o povo se afastou;
Mas no meio da justiça
Sua graça revelou.
“Escreve bem esta visão,
Para todos contemplarem,
Deixa clara a mensagem
Para os homens enxergarem;
Pois a Palavra do Senhor
Faz os fiéis despertarem. ”
Avivamento verdadeiro
Vem da Palavra escutada,
Do temor diante de Deus
E da alma quebrantada;
Quando o povo se arrepende,
A igreja é renovada.
Na ira, lembra a misericórdia,
Foi o clamor do coração,
Pois só a graça divina
Pode trazer restauração;
Quando Deus aviva a obra,
Renasce a congregação.
Aviva, ó Senhor, Tua obra
No meio desta geração,
Desperta os fiéis dormidos
Com poder e unção;
E faz nascer em Teu povo
Um novo tempo de oração.
Moiseis Oliveira da Paixão


Fonte: Tribuna Popular

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