Aplicação de remédio para controle de peso, com caneta (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Pavel Danilyuk
Na semana passada, a grande notícia para quem luta contra o peso a vida toda foi que a Eli Lilly, a mesma fabricante do Mounjaro, divulgou os resultados do estudo de fase 3 da retatrutida: o estudo TRIUMPH-1, o que por si só já é um nome bastante auspicioso: “TRIUNFO”.
Quase a metade dos pacientes — 45,3% — utilizando a dose máxima de 12 mg, teve uma redução de pelo menos 30% do peso corporal em 80 semanas.
Esse resultado supera todas as medicações conhecidas e aprovadas atualmente para a obesidade, com resultados que se aproximam dos efeitos observados após uma cirurgia bariátrica.
Mas existe um dado importante aqui, muitas vezes pouco mencionado: uma parte expressiva das pessoas (11,3%) que utilizaram a dose mais alta, de 12 mg, precisou interromper o tratamento por causa dos efeitos colaterais.
Agora, o interessante é que, mesmo na dose mínima da retatrutida, de 4 mg, os participantes tiveram uma redução média de 19% do peso corporal. Esse resultado, por si só, já supera muito do que vemos com várias opções atualmente disponíveis.
E isso mostra algo muito importante no dia a dia do consultório: nem sempre as pessoas precisam chegar na dose máxima para ter todo o benefício da medicação. Ou seja, a escolha correta do medicamento seguida da titulação progressiva, segura e com acompanhamento médico continua sendo sempre a melhor abordagem.
Aviso importante: a retatrutida ainda não foi aprovada nem pelo FDA (americano), nem pela Anvisa, nem por nenhuma agência reguladora do mundo. Ela continua sendo um medicamento experimental e não é vendida em farmácias e muito menos pelo seu muambeiro “de confiança”. Não se deixe enganar!

