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Kassab confirma que pode ser vice de Caiado em ‘chapa pura’ do PSD; decisão final fica para julho

Foto: ABr
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, confirmou que pode integrar como vice-presidente a chapa presidencial do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, nas eleições de 2026. A confirmação veio após dirigentes do partido defenderem publicamente seu nome durante o Fórum de Lisboa, evento organizado pelo ministro do STF Gilmar Mendes, conhecido nos bastidores como “Gilmarpalooza”. Kassab, Jorge Bornhausen e Heráclito Fortes estavam presentes.
“Coloco-me à disposição para ouvir e acatar qualquer decisão coletiva, sabendo, de antemão, que ela será a melhor para o futuro do nosso projeto”, publicou Kassab no X. A palavra final, segundo ele, caberá a Caiado após consulta às instâncias partidárias e aos grupos que apoiam o projeto eleitoral do PSD. A decisão definitiva está prevista para julho.
A composição discutida
A chapa em debate é uma candidatura “puro-sangue” do PSD, com Caiado como cabeça e Kassab na vice. O modelo foi discutido desde abril dentro do partido, com Kassab identificado por aliados como principal opção pelo seu peso político e capilaridade nacional. Ao Poder360, Kassab afirmou que o perfil procurado para vice será o que “melhor ajudar a vencer as eleições e, depois, ajudá-lo a governar”.
O cálculo contra Zema
A movimentação tem motivação estratégica. Integrantes do PSD resistem à hipótese de uma aliança que colocaria Romeu Zema, pré-candidato pelo Novo, como cabeça de chapa, com Caiado ocupando a vice. Lançar Kassab como vice consolida Caiado na liderança da chapa e garante protagonismo ao PSD na disputa presidencial. Antes de confirmar o interesse em Caiado, Kassab havia sinalizado apoio a uma eventual candidatura de Tarcísio de Freitas à Presidência. Com Tarcísio optando pela reeleição em São Paulo, o PSD redirecionou seu projeto para Caiado.
O indicador das pesquisas
Segundo pesquisa Datafolha divulgada em maio, Lula aparece com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 31% de Flávio Bolsonaro. Caiado registra 4% e Zema, 3%. A distância em relação aos líderes torna a composição da chapa e a amplitude da aliança variáveis decisivas para a viabilidade eleitoral do PSD.


Fonte: Conexão Política

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