Emilly Maria Vieira Benedito, de 24 anos / Fotos: Divulgação
A engenheira agrônoma Emilly Maria Vieira Benedito, de 24 anos, natural de Ji-Paraná, será a representante de Rondônia na 14ª edição do Miss Brasil Café, concurso nacional que busca valorizar mulheres ligadas à cafeicultura brasileira e que elegerá a representante nacional de 2027.
Filha de produtores rurais de café e cacau, Emilly cresceu em meio à agricultura familiar e carrega uma história construída dentro do campo.
Desde a infância, acompanhou de perto a rotina das lavouras, vivenciando o trabalho e a dedicação que fazem parte da vida dos produtores rurais. “Eu venho de uma família com raízes muito fortes na agricultura. Cresci acompanhando a realidade do campo e vendo meu pai trabalhar diretamente com produtores rurais. Foi ali que nasceu minha paixão pelo agro e pela agronomia”, destaca.
A trajetória profissional da jovem foi construída a partir dessa vivência. Após cursar o Técnico em Agropecuária, ela ingressou no curso de Engenharia Agronômica do Instituto Federal de Rondônia (IFRO), Campus Colorado do Oeste, formação que consolidou ainda mais sua ligação com a cafeicultura.
Segundo Emilly, a graduação permitiu compreender a importância econômica, social e tecnológica da cultura do café, ampliando sua visão sobre o setor e reforçando a relevância da agricultura familiar para o desenvolvimento regional. “Eu sempre digo que não fui eu quem escolheu a agronomia, foi a agronomia que me escolheu. Tenho muito orgulho das minhas origens e da profissão que exerço”, afirma.
REPRESENTANDO A FORÇA DO CAFÉ DE RONDÔNIA
Única representante de Rondônia entre as finalistas do concurso, Emilly destaca que a participação no Miss Brasil Café vai além da realização pessoal. Para ela, trata-se de uma oportunidade de mostrar ao país a força da cafeicultura rondoniense e o trabalho desenvolvido por milhares de famílias produtoras.
“Representar Rondônia é uma grande honra. Nosso estado vem se destacando nacionalmente e até internacionalmente pela qualidade dos cafés especiais. Carregar o nome de Rondônia é representar a história de inúmeras famílias que acreditam no campo e ajudam a transformar o estado em referência na produção de café”, ressalta.
Rondônia ocupa atualmente posição de destaque na cafeicultura brasileira, especialmente na produção de cafés robustas amazônicos, reconhecidos em concursos nacionais e internacionais pela qualidade e características únicas.
Emilly Maria Vieira Benedito, de 24 anos, natural de Ji-Paraná / Foto: Divulgação
VALORIZAÇÃO DA MULHER NO AGRO
A nova edição do Miss Brasil Café chega com uma proposta mais conectada à realidade do campo. O concurso reúne produtoras rurais, agrônomas, degustadoras, empreendedoras e profissionais ligadas diretamente à cadeia produtiva do café.
Para Emilly, a principal mensagem da competição é justamente a valorização do papel feminino dentro da cafeicultura. “O concurso vai muito além da beleza. Ele dá visibilidade às mulheres que atuam na produção, na pesquisa, na assistência técnica, na gestão e no empreendedorismo. Mostra que a mulher tem conquistado cada vez mais espaço e possui papel fundamental para o fortalecimento da cafeicultura brasileira”, afirma.
Ao longo da formação acadêmica e da atuação profissional, ela diz ter conhecido inúmeras mulheres que desempenham funções estratégicas dentro do agronegócio. “A presença feminina está crescendo em todos os setores do agro. Hoje vemos mulheres liderando propriedades, atuando na pesquisa, na assistência técnica e na gestão. Isso demonstra que podemos ocupar qualquer espaço que desejarmos”, observa.
UMA TRAJETÓRIA CONSTRUÍDA NO CAMPO
Entre as oito finalistas do Miss Brasil Café 2027, Emilly acredita que seu diferencial está na conexão entre suas origens, sua formação profissional e sua paixão pela agricultura.
“Minha história foi construída dentro do campo. Sou filha de agricultores, cresci acompanhando a realidade da agricultura familiar e dediquei anos da minha vida à formação profissional para contribuir com o desenvolvimento do setor. É uma trajetória construída com muito trabalho, dedicação e amor pelo agro”, destaca.
Segundo ela, a participação no concurso também representa todas as mulheres rondonienses ligadas à produção agrícola. “Não estou representando apenas uma candidata. Estou representando as cafeicultoras, as agrônomas, as produtoras rurais e todas as mulheres que ajudam a construir o agronegócio de Rondônia.”
PLANOS E SONHOS
Caso conquiste o título nacional, Emilly afirma que pretende utilizar a visibilidade do concurso para defender pautas relacionadas à agricultura familiar, ao fortalecimento da cafeicultura e à valorização das mulheres no campo.
Entre as bandeiras que pretende levantar estão a ampliação do acesso à assistência técnica, à capacitação e ao conhecimento para pequenos produtores rurais. “Eu conheço de perto a importância que o café tem para milhares de famílias brasileiras. Quero contribuir para que mais produtores tenham acesso a oportunidades e para que mais mulheres sejam reconhecidas dentro da cafeicultura”, afirma.
MENSAGEM PARA AS JOVENS RONDONIENSES
Ao falar sobre o significado da própria trajetória, Emilly deixa uma mensagem de incentivo para as jovens que sonham em construir carreira no agronegócio. “Nunca deixem de acreditar nos seus sonhos e de valorizar suas origens. Muitas vezes pensamos que precisamos sair de onde estamos para alcançar grandes oportunidades, mas a minha história mostra justamente o contrário. Nossas raízes podem ser nossa maior força.”
Ela conclui destacando o orgulho de representar Rondônia em um concurso de alcance nacional. “Tenho orgulho da nossa terra, da nossa agricultura e da nossa história. Quero mostrar ao Brasil a força do nosso estado, do nosso café e das mulheres que fazem parte dessa trajetória.
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Fonte: Extraderondonia.com.br

