Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) discutem internamente mecanismos para ampliar a presença da Corte no processo eleitoral de 2026, em frente que pode reduzir o protagonismo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo apuração da jornalista Bela Megale, de O Globo, ao menos quatro magistrados avaliam que o Supremo deve atuar em situações específicas durante o período eleitoral, sobretudo para realizar correções em propaganda eleitoral.
Ceticismo sobre TSE
Foto: Marcelo Camargo/ABr
A iniciativa parte de uma avaliação interna de que o TSE, sob a presidência de Kassio Nunes Marques e com André Mendonça na vice-presidência, pode não adotar o mesmo nível de rigor de administrações anteriores no combate ao que os magistrados consideram ser desinformação.
Caso o TSE não responda com a agilidade e firmeza esperadas por parte desses nomes na Corte, cresce a possibilidade de atuação direta do STF em determinados casos eleitorais.
Casos concretos
A frente já tem acontecido em casos envolvendo o ex-governador Romeu Zema (Novo), o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), todos pré-candidatos e alvos de medidas no Supremo.
Aliados do presidente Lula avaliam que a decisão de Nunes Marques de suspender uma pesquisa que apontava queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro pode abrir um “precedente perigoso”.
A derrubada da sondagem se deu por indícios de indução de respostas durante a aferição realizada pela Atlas/Intel. A fundamentação de Nunes Marques foi considerada suficiente para que Edinho Silva, do PT, afirmasse que a sigla respeitaria a decisão, sem questionamentos ou críticas.
Fonte: Conexão Política

