Assistindo ao jogo do Brasil e torcendo juntos (Imagem ilustrativa) Foto: IAChat GPT
Tem um bocado de gente dizendo que quem assiste futebol dentro da igreja está em pecado e que reunir os crentes para ver o jogo do Brasil no “templo” é um sacrilégio.
Ora, além de não entenderem o significado do que seja igreja, os que defendem tal premissa são legalistas.
Legalismo é um termo usado pelos evangélicos para descrever uma posição doutrinária que enfatiza um sistema de regras e regulamentos para alcançar salvação e crescimento espiritual. Nessa perspectiva, os defensores, desse tipo de percepção doutrinária, acreditam que é necessário obedecer a ditos e regulamentos com vistas à salvação, e que assistir, ou mesmo jogar futebol é pecado e idolatria.
Caro leitor, para quem achava que o legalismo havia morrido, lamento informar: ele ainda está vivo e bem presente na Igreja.
Na verdade, o legalismo ainda é uma ameaça à saúde espiritual do povo de Deus por condicionar a salvação a atos, obras e comportamentos.
Como bem disse Russell Shedd, o legalismo ofende a justiça de Deus, porque julga os irmãos segundo um código moral humano e não em termos de uma comunhão com Cristo.
Somos salvos por graça e não por aquilo que fazemos ou deixamos de fazer. Malcon Smith definiu o legalismo como um caldo mortífero. Hernandes Dias Lopes afirmou que quem dele se nutre adoece e morre.
Sim! O legalismo é um problema sério à Igreja, pois dá mais valor à forma do que a essência; mais importância à tradição do que à verdade; valoriza mais os ritos religiosos do que o amor. O legalismo veste-se com uma capa de ortodoxia, mas, em última análise, não é a verdade de Deus que ele defende, mas seu tradicionalismo conveniente.
Assim, proibir os crentes de assistirem a copa do mundo dentro da igreja não faz sentido nenhum, até porque, a igreja não se resume a quatro paredes.

