Com a chegada do período mais frio do ano e o início da temporada de queimadas em Rondônia, os casos de doenças respiratórias tendem a aumentar, principalmente entre crianças pequenas. Uma das principais preocupações é a bronquiolite, infecção viral que atinge os bronquíolos, pequenas vias respiratórias dos pulmões, e pode evoluir rapidamente.
De acordo com o médico Everaldo Ferreira de Souza, da Kacoal Clínica Médica, a bronquiolite é mais comum em bebês com idade até dois anos, especialmente nos primeiros seis meses de vida, quando o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento.
“A bronquiolite geralmente começa com sintomas parecidos com um resfriado, como coriza, tosse e febre baixa, mas pode evoluir para dificuldade respiratória, chiado no peito e cansaço excessivo”, explica o especialista.
O médico alerta que o frio favorece a circulação de vírus respiratórios, já que as pessoas tendem a permanecer em ambientes fechados e com pouca ventilação. Além disso, a fumaça das queimadas agrava ainda mais o quadro, irritando as vias respiratórias e aumentando o risco de complicações.
“Essa combinação entre clima seco, baixa umidade, frio e fumaça torna o cenário ainda mais delicado, principalmente para crianças, idosos e pessoas com histórico de problemas respiratórios”, destaca Dr. Everaldo.
Entre os principais cuidados recomendados estão a higienização frequente das mãos, evitar contato com pessoas gripadas, manter os ambientes arejados, reforçar a hidratação e evitar exposição à fumaça e poeira.
Outro ponto importante é ficar atento aos sinais de agravamento, como respiração acelerada, dificuldade para se alimentar, sonolência excessiva e coloração arroxeada nos lábios ou extremidades.
“Nesses casos, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente. O diagnóstico precoce faz toda a diferença”, reforça.
A orientação dos especialistas é que pais e responsáveis mantenham a vacinação em dia e adotem medidas preventivas, principalmente neste período em que as condições climáticas e ambientais aumentam a vulnerabilidade às doenças respiratórias.
Fonte: Tribuna Popular

