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Grupo Chavantes esclarece conduta médica adotada em caso de gestante que acionou PM no Hospital Regional de Vilhena

Hospital Regional / Foto: Extra de Rondônia
O Grupo Chavantes vem a público prestar esclarecimentos acerca dos fatos relacionados ao atendimento obstétrico realizado no Hospital Regional de Vilhena, em referência à matéria veiculada pelo Site Extra de Rondônia (leia mais AQUI).
A instituição reafirma seu compromisso com a assistência segura, humanizada e pautada estritamente em evidências científicas e nos protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde e pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO).
A paciente manifestou o desejo de realizar parto normal e foi integralmente acolhida pela equipe assistencial. Conforme orientado pela FEBRASGO, a cesariana deve ser indicada apenas diante de evidências científicas que preservem a saúde materna e fetal, dividindo-se entre indicações absolutas, como placenta prévia total, vasa prévia, prolapso de cordão umbilical e cicatriz uterina clássica, e indicações relativas, que demandam avaliação individualizada.
No caso em questão, foi iniciado processo de indução do parto por volta do meio-dia, com a paciente entrando em trabalho de parto efetivo entre 19h e 20h, momento em que, pela própria fisiologia, as contrações tornam-se mais dolorosas. Durante todo o período, a gestante permaneceu assistida pela equipe, em conformidade com as diretrizes vigentes, e em momento algum houve risco à paciente ou ao bebê.
Paralelamente, o plantão deparou-se com múltiplas emergências obstétricas, incluindo partos prematuros, partos normais de urgência e um caso com sofrimento fetal agudo. Diante desse cenário, a equipe médica precisou priorizar os casos de risco iminente à vida, conforme determinam os critérios de classificação de risco e a ética médica.
A decisão foi comunicada aos familiares, que, em descontrole, adentraram o consultório questionando o profissional e realizando filmagens de ambientes hospitalares sem autorização, prática vedada pela legislação vigente que protege a privacidade de pacientes e profissionais. Ressalta-se que a normativa hospitalar e a Lei do Acompanhante permitem apenas um acompanhante por paciente no centro obstétrico, contudo havia mais de três pessoas no local.
Assim que as demais emergências foram estabilizadas, a equipe reavaliou o quadro e optou pela realização da cesariana, procedimento que transcorreu sem qualquer intercorrência para mãe e recém-nascido, ambos com alta em condições clínicas adequadas. O Grupo Chavantes reforça que a cesariana, embora seja um procedimento que salva vidas quando há indicação, configura cirurgia de grande porte e acarreta riscos elevados quando realizada sem necessidade.
Entre os principais riscos para a mãe estão infecções uterinas e da ferida operatória, hemorragia grave com possível necessidade de transfusão, complicações anestésicas, problemas de cicatrização e impactos a longo prazo, como aumento do risco de placenta prévia e acretismo placentário em gestações futuras.
Dessa forma, a conduta adotada seguiu rigorosamente os protocolos do Ministério da Saúde e as recomendações da FEBRASGO, priorizando a segurança do binômio materno-fetal e a indicação médica baseada em evidências.
O Grupo Chavantes lamenta o desconforto gerado e reafirma que permanece à disposição dos órgãos competentes e da sociedade para quaisquer esclarecimentos adicionais, mantendo seu compromisso com a transparência, a ética e a excelência no cuidado à saúde da mulher.
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Fonte: Extraderondonia.com.br

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