Número de feridos passa da casa dos quatro mil, e a tendência é que a cifra de mortos cresça após operações de forças de resgate
O Estado de La Guaira, ao norte de Caracas, foi o mais atingido pelos tremores.Reprodução
A presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, informou nesta sexta-feira (26) que o número de mortes após dois terremotos atingirem o país subiu para 589. “Lamentavelmente, já temos 589 pessoas falecidas”, disse ela, durante uma reunião com comandantes militares e representantes civis venezuelanos, exibida pela televisão estatal.
Segundo balanço divulgado pelo ministro da Saúde da Venezuela, Carlos Alvarado, no fim da noite de quinta-feira (25), outras 4,3 mil pessoas ficaram feridas.
A expectativa é de que os números continuem aumentando, à medida que as buscas continuam nas áreas devastadas, e já existe a cifra de milhares de pessoas que ainda estão desaparecidas.
O Estado de La Guaira, ao norte de Caracas, foi o mais atingido pelos tremores. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu que empresas disponibilizem equipamentos para as operações de busca na região, que foi classificada como “zona de desastre”.
Mobilização global
Diversas nações europeias e do mundo ofereceram ajuda para realizar buscas por desaparecidos na Venezuela.
Além da Suíça, que enviará cerca de 80 especialistas em resgate, e da Alemanha, que colocou à disposição aeronaves militares A400M para transporte de equipes e equipamentos, os Países Baixos mobilizaram uma missão de busca com socorristas, cães farejadores e um pacote de € 2 milhões.
O Brasil autorizou o envio de uma missão humanitária com equipes de busca e resgate, profissionais de saúde e insumos, enquanto a ONU coordena o deslocamento de dezenas de equipes internacionais de salvamento. Também anunciaram apoio os Estados Unidos, com US$ 150 milhões em ajuda e equipes de resposta, além de México, Colômbia, Espanha, França, Itália, Índia, Equador, El Salvador, Panamá e República Tcheca, que enviarão bombeiros, médicos, hospitais de campanha, cães de resgate, equipamentos e suprimentos.
Israel informou que avalia o envio de uma missão de assistência, e países como Arábia Saudita, China, Rússia, Cuba, Irã, Turquia e outros manifestaram solidariedade e ofereceram cooperação ao governo venezuelano.
*Jovem Pan – Com informações da AFP e do Estadão Conteúdo
Fonte: Tribuna Popular

