Todos os quatro integrantes da banda venezuelana Van Der Dijs morreram na quarta-feira (24) durante o ensaio que realizavam no edifício Costanar II, no setor Tamaguarena, em La Guaira, quando os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 derrubaram a estrutura.
Manuel van Der Dijs, vocalista e fundador do grupo, Gabriel Gómez, guitarrista, Abraham Foucault, baterista, e Xander Hernández, baixista, estavam se preparando para a apresentação que fariam neste sábado (27) em Punto Fijo. A agenda da banda se estendia para todo o mês de julho e agosto. Xander Hernández chegou a ser retirado dos escombros com vida, mas não resistiu aos ferimentos durante o atendimento médico.
De Caracas para o mundo
Foto: Reprodução/Redes Sociais
A Van Der Dijs foi fundada em Caracas e construiu sua sonoridade misturando nu metal, rap rock e guitarras pesadas, estética associada ao rock dos anos 2000 com identidade própria dentro do underground venezuelano. O grupo havia lançado o single “15 Minutos” em maio deste ano, com videoclipe, e tinha nas plataformas digitais o principal canal de divulgação.
O grupo participou de grandes eventos como o Festival de Música Urbana e o Festival Nuevas Bandas, e havia se apresentado em 19 de junho no Centro Cultural de Arte Moderno, em Caracas, como parte da série de shows El Hades. Além da data de Punto Fijo deste sábado, o grupo tinha show confirmado para 8 de agosto em Valencia, na Espanha.
A morte dos quatro músicos repercutiu entre fãs e artistas de rock, com homenagens publicadas nas redes sociais. O músico Juan L. Otaiza foi um dos que se manifestaram publicamente.
Edifício Costanar e mais vítimas
O edifício Costanar II, onde a banda ensaiava, está localizado em frente ao Club Caraballeda, em La Guaira, o estado mais afetado pelos terremotos e declarado zona de catástrofe pelas autoridades venezuelanas. O aeroporto internacional de Maiquetía, principal do país, fica no mesmo estado e segue fechado por danos estruturais.
O balanço de mortos pelos terremotos chegou a 920 nesta sexta-feira (26), com quase 3 mil feridos e entre 30 mil e 40 mil pessoas com paradeiro desconhecido, segundo estimativas de plataformas criadas pela sociedade civil para apoiar os resgates.
Fonte: Conexão Política

