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POESIA: O PREÇO DA CARNE NAS ALTURAS

O PREÇO DA CARNE NAS ALTURAS

A carne subiu de avião,
Tomou rumo para o céu;
Quem olha o preço no balcão
Já perde até o chapéu.
O pobre faz a conta e diz:
— Comer picanha? Só em cordel!
O bolso anda tão vazio,
A carteira vive a chorar;
No mercado, o desafio
É conseguir economizar.
A carne virou artigo fino,
Difícil até de admirar.
O churrasco de domingo,
Que reunia a família inteira,
Hoje ficou pelo caminho,
Virou lembrança passageira.
Na brasa só resta a saudade
E uma linguiça companheira.
Quem sonhava com um filé
Agora sonha com feijão;
A proteína que dá fé
Fugiu da nossa condição.
E o povo, de cabeça baixa,
Lamenta a situação.
Mas a esperança não se perde,
Nem diante da inflação;
O brasileiro segue firme
Com coragem no coração.
Pois quem enfrenta tantas lutas
Não desiste da missão.
Que um dia a carne retorne
Ao prato do trabalhador,
E que o churrasco novamente
Reúna o povo com amor.
Porque comida na mesa farta
É bênção do Criador.
Moiseis Oliveira da Paixão


Fonte: Tribuna Popular

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