Igreja (Imagem ilustrativa) Foto: IAChat GPT
Eu já escrevi a respeito do jogo do Brasil e o meu entendimento de flexibilização da agenda em virtude a questões relacionadas a segurança, transporte e etc; você pode ler clicando aqui.
Todavia, a impressão que tenho é que o bom senso abandonou alguns dos líderes de igrejas; isto porque, imbuídos de veemência exigem dos membros de suas comunidades locais, custe o que custar, a participação do culto público no horário do jogo.
Ora, interessante perceber que alguns destes — e não estou generalizando — são críticos ferrenhos do neopentecostalismo e sua agenda coronelesca. Entretanto, apesar disso, parecem querer constranger a seus liderados a se submeterem sem questionamento às suas ordens e determinações.
Veja bem, a Bíblia não concede aos pastores autoridade para interferir no cotidiano ou mesmo na agenda do crente; mesmo porque, pastores não possuem poder para impor se uma pessoa deve ou não assistir a uma partida de futebol.
Claro, sem sombra de dúvida, o culto público é importante para a comunhão, ensino e adoração (Hb 10:24,25), entretanto, obrigar a presença do fiel sob ameaça de culpa ou até mesmo disciplina por causa de um jogo não convém com o ensino das Escrituras.
Assim concluo que um pastor não deve proibir o crente de assistir ao jogo do Brasil no domingo, visto que isso excede a autoridade bíblica, promove legalismo e ignora a liberdade que há em Cristo.

