Em Vilhena, o vereador Samir Ali (ao centro) acompanha os gestores da Saúde Estadual: Fábio Perondi (adjunto) e Edilton dos Santos (titular) / Foto: Divulgação
A crise envolvendo a troca de gestão do Hospital Regional de Vilhena ganhou um novo desdobramento na noite desta sexta-feira (3).
Após horas de tensão entre a Santa Casa de Chavantes e representantes enviados pelo Governo de Rondônia para assumir a administração da unidade, o Ministério Público de Rondônia (MP) deverá intermediar uma reunião entre as partes na tentativa de construir uma solução pacífica para o impasse.
Segundo apuração da reportagem do Extra de Rondônia, o encontro contará com a participação do promotor de Justiça responsável pela Curadoria da Saúde, representantes da Santa Casa, da Prefeitura de Vilhena e do Governo do Estado.
Outra informação confirmada pela reportagem é que o secretário de Estado da Saúde, Edilton Oliveira dos Santos, está em Vilhena e deverá participar da reunião prevista para a noite desta sexta-feira.
IMPASSE COMEÇOU DURANTE A TENTATIVA DE TRANSIÇÃO
A tentativa de mudança na administração do Hospital Regional provocou um clima de tensão durante toda a tarde (leia mais AQUI).
Segundo a Santa Casa de Chavantes e a Prefeitura de Vilhena, representantes de uma nova Organização Social (OS), enviados pelo Governo de Rondônia para assumir a unidade, entraram no hospital antes da conclusão do processo de transição, dando início a um impasse que mobilizou a Polícia Militar e poderá ser judicializado.
De acordo com a Santa Casa, responsável pela gestão do hospital há quatro anos, a equipe da nova organização chegou à unidade sem que houvesse uma transição previamente planejada, o que, segundo a instituição, compromete a segurança operacional e pode colocar em risco o atendimento aos pacientes.
A entidade afirma que representantes da nova gestora tentaram assumir setores do hospital e realizar mudanças na estrutura administrativa sem que a atual administração tivesse sido oficialmente desligada. A Santa Casa sustenta que a permanência dessas pessoas dentro da unidade interfere nos protocolos internos e dificulta a continuidade dos serviços.
O prefeito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos), também criticou a forma como a substituição estaria sendo conduzida pelo Governo do Estado. Segundo ele, o município não aceitará entregar a gestão do Hospital Regional sem uma definição clara e formal sobre a nova administração.
Flori afirmou que a Organização Social apresentada pelo Estado chegou ao hospital com cerca de 30 pessoas para assumir um complexo que atualmente conta com aproximadamente 400 funcionários da Santa Casa de Chavantes e outros 300 servidores municipais.
Ainda, conforme o prefeito, a proposta de transição previa que a Santa Casa fosse comunicada com antecedência mínima de 60 dias, prazo que, segundo ele, não teria sido respeitado.
POLÍCIA MILITAR GARANTIU MEDIDA DE SEGURANÇA
Durante o impasse, a Polícia Militar foi acionada e esteve no Hospital Regional. Conforme apurado pelo Extra de Rondônia, por uma questão de segurança sanitária e para evitar prejuízos ao atendimento dos pacientes, os policiais conseguiram convencer os servidores enviados pelo Governo do Estado a aguardarem o resultado da reunião antes de qualquer tentativa de assumir efetivamente a gestão da unidade.
A medida evitou que a situação se agravasse enquanto pacientes continuam internados, inclusive em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Até o fechamento desta reportagem, a reunião ainda não havia sido realizada e o impasse permanecia sem definição.
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Fonte: Extraderondonia.com.br

