Protesto dos indígenas em RO
Fernanda Bonilha
Indígenas de diferentes etnias bloquearam um trecho da BR-364, em Cacoal (RO), nesta quarta-feira (8), para cobrar melhorias na assistência de saúde prestada às comunidades indígenas. O protesto interditou totalmente a rodovia no quilômetro 224 e provoca filas de veículos nos dois sentidos.
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Segundo informações apuradas pela Rede Amazônica, o bloqueio começou por volta das 7h30. Apenas ambulâncias, viaturas das forças de segurança e veículos que transportavam pacientes em tratamento de saúde tiveram a passagem liberada.
De acordo com os manifestantes, o ato é motivado pela falta de medicamentos, problemas no transporte de pacientes e demora no atendimento nas aldeias. As lideranças também pedem a exoneração da coordenadora do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Vilhena.
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A indígena Leu Daiane, do povo Rikbaktsa, afirmou que as comunidades enfrentam dificuldades para acessar serviços básicos de saúde.
“Estamos aqui reivindicando uma saúde de qualidade nas nossas aldeias. Está faltando atendimento adequado, saneamento, transporte e medicamentos. Temos pacientes esperando há mais de 30 e até 60 dias por uma consulta. Quando se trata de saúde, estamos falando de vidas”, disse.
Outra reclamação apresentada pelos manifestantes é a falta de medicamentos considerados básicos e de veículos para o transporte de pacientes em situações de urgência.
“A gente não tem o básico dentro da aldeia, que é dipirona, paracetamol. Os carros para atender as emergências que saem das aldeias para a cidade, a gente não tem. Estamos falando de uma assistência que está precária”, afirmou o líder da manifestação Jaime Rikbaktsa.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), em razão do bloqueio, o trânsito encontra-se totalmente interrompido nos dois sentidos da rodovia. A fila de veículos já se estende por alguns quilômetros.
A PRF também disse que permanece no local para garantir a segurança dos usuários da rodovia e acompanhar o desenrolar da manifestação. Novas informações serão divulgadas conforme a evolução da ocorrência.
A Rede Amazônica entrou em contato com o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Vilhena e com a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) para pedir posicionamento sobre as reivindicações dos manifestantes e até a última atualização desta matéria não obteve retorno.
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Fernanda Bonilha
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g1 > Rondônia

