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A pornografia e jogatina tomaram conta do futebol brasileiro

Placas de patrocinadores do futebol brasileiro (Imagem ilustrativa) Foto: Print/ GE TV
Estava assistindo pela televisão a um jogo do campeonato brasileiro, quando um amigo chamou minha atenção para uma propaganda que estava sendo veiculada pelo estádio. Lembro que, na ocasião, ele me perguntou: “Sabe que propaganda é essa?” Respondi dizendo que não. Daí, ele replicou dizendo: “É uma agência de pornografia; inclusive — disse ele — ela até patrocina clubes de futebol.”
Ao ouvir o que me foi dito pensei no que se transformou o futebol brasileiro. Se não bastasse a invasão das bets e, com ela, a jogatina, eis que surge retumbante o incentivo à pornografia e à prostituição num dos maiores campeonatos do planeta.
Ora, jogos de futebol são eventos familiares, nos quais famílias inteiras dedicam seu tempo a um momento de diversão. A questão é que atrelar isso a anúncios de bets + pornografia não somente estão normatizando a imoralidade, como também incentivando práticas nocivas à juventude.
Caro leitor, se o comércio das bets já era preocupante, a entrada de plataformas de conteúdo adulto representa um novo patamar de degradação no futebol brasileiro. Observar clubes de massa assinando contratos milionários com sites de pornografia, ou ainda anúncios em LED nos estádios são provas inequívocas de que chegamos ao fundo do poço.
Isto posto, penso que precisamos urgentemente rever a legislação sobre bets e pornografia, visto que o esporte não pode ser refém de indústrias que lucram com a fraqueza humana. Assim, penso que torna-se necessário proibir de forma imediata a publicidade de bets e conteúdo adulto em transmissões, uniformes e estádios de futebol.


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