O Brasil registrou 1.571 feminicídios em 2025, o maior número desde a criação do tipo penal, em 2015, e o quarto recorde consecutivo do indicador, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
O resultado é uma alta de 4% em relação a 2024, quando foram registrados 1.504 casos, e corresponde a uma taxa de 1,4 feminicídio para cada 100 mil mulheres, numa média de quatro vítimas por dia.
O feminicídio foi a única categoria que cresceu de forma consistente entre os demais tipos de crime no país. O anuário também registrou 4.189 tentativas de feminicídio e 70 mulheres assassinadas com medidas protetivas ativas, dado que evidencia a fragilidade da rede de proteção mesmo quando o Estado já foi acionado.
Foto: FP/Livres
A série histórica do terceiro mandato de Lula é de crescimento ininterrupto. Em 2023, primeiro ano da gestão, foram 1.475 feminicídios. Em 2024, 1.492. Em 2025, 1.571. O início de 2026 não interrompeu a trajetória. Dados m do Ministério da Justiça mostram que o primeiro trimestre registrou 399 vítimas, alta de 7,5% em relação ao mesmo período de 2025, consolidando o pior início de ano da série histórica.
O Amapá registrou a maior variação proporcional entre os estados, com alta de 347,7% na taxa de feminicídio. O Rio Grande do Norte aparece em segundo lugar na variação, com crescimento de 61,8%.
O combate à violência contra a mulher foi apresentado pelo governo como prioridade desde a campanha de 2022. Lula criou o Ministério das Mulheres no segundo dia de governo e reiterou ao longo do mandato que seria “muito duro” nessa agenda.
Fonte: Conexão Política

