Confira as notícias do dia, por Cícero Moura.
OPINIÃO
Primeiro é preciso deixar uma pergunta no ar: quando foi que a política deixou de ser uma disputa de ideias para se transformar em um campeonato de ofensas?
Foto: Reprodução / Inteligência Artificial
OPINIÃO 2
Infelizmente, basta abrir as redes sociais para perceber que, em muitos casos, candidatos e seus assessores parecem muito mais empenhados em destruir a reputação dos adversários do que em convencer o eleitor com propostas sérias e viáveis.
POBREZA
A campanha eleitoral ainda está apenas começando, mas um comportamento lamentável já domina boa parte das redes sociais.
POBREZA 2
Em vez de apresentar projetos, discutir soluções para os problemas da população ou explicar como pretendem governar, muitos candidatos e seus grupos de apoio parecem ter escolhido um caminho muito mais fácil.
POBREZA 3
Atacar, ridicularizar e tentar desmoralizar os adversários. É um espetáculo deprimente.
ENTENDIMENTO
A impressão que fica é de que alguns acreditam que vencer uma eleição significa destruir a imagem do concorrente a qualquer custo.
TANTO FAZ
Pouco importa se a crítica é justa, exagerada ou até baseada em informações distorcidas.
FINALIDADE
O objetivo parece ser apenas produzir um vídeo viral, um meme ofensivo ou uma postagem capaz de gerar indignação e compartilhamentos.
O MESMO SEMPRE PERDE
O grande derrotado dessa estratégia é justamente quem deveria ser o centro de toda campanha: o eleitor.
ESPERANÇA
Quem paga impostos, enfrenta filas na saúde, convive com problemas na segurança, espera melhorias na educação, no saneamento e na infraestrutura não merece ser bombardeado diariamente com baixarias políticas.
EXPECTATIVA
Merece conhecer propostas, comparar planos de governo, avaliar experiências administrativas e decidir seu voto com base em argumentos, não em ataques pessoais.
ESTADO
Como se não bastasse a guerra permanente de fake news e desinformação que há anos contamina a polarização nacional entre os presidenciáveis, agora essa mesma lógica ameaça contaminar também as disputas estaduais e municipais.
Foto: Reprodução / Inteligência Artificial
RETROCESSO
É um péssimo exemplo para a sociedade e um enorme retrocesso para a democracia.
É DO JOGO
A divergência faz parte da política. A crítica também. Fiscalizar adversários é legítimo. Cobrar coerência é necessário. Apontar erros administrativos faz parte do debate democrático.
FORA DE CONTEXTO
O que não pode se tornar regra é a substituição completa das propostas por campanhas de destruição moral.
SEM CONTEÚDO
Quando uma candidatura precisa dedicar mais tempo tentando desacreditar o outro do que explicando suas próprias ideias, talvez esteja revelando justamente a falta delas.
NAS SOMBRAS
Mais grave ainda é quando assessores digitais, militantes organizados e perfis anônimos transformam as redes sociais em verdadeiros campos de batalha, espalhando acusações, insinuações e provocações numa tentativa de intoxicar o ambiente político.
PERDA
A democracia não ganha absolutamente nada com isso. O eleitor está cansado desse tipo de comportamento.
CAPACITADO
A população quer saber quem tem competência para administrar, quem conhece os problemas do Estado, quem apresenta soluções viáveis e quem possui preparo para enfrentar os desafios dos próximos anos.
FATO
Ataques podem render curtidas. Ofensas podem gerar engajamento. Mas nenhuma delas tapa buracos nas ruas, reduz filas nos hospitais, melhora a educação ou combate a criminalidade.
CONSCIENTIZAÇÃO
Ainda há tempo para elevar o nível da campanha. Quem pretende ocupar um cargo público deveria compreender que convencer é muito mais digno do que difamar.
CONSCIENTIZAÇÃO 2
Debater é muito mais útil do que insultar. E respeitar a inteligência do eleitor sempre será muito mais eficiente do que tentar manipulá-la.
BAIXARIA
A democracia se fortalece quando as ideias disputam espaço. Ela se enfraquece quando a mentira, o ódio e a baixaria passam a ocupar o lugar das propostas. Que os candidatos escolham de que lado da história desejam ficar.
GROSSERIA
Falando em baixarias e ofensas pessoais, vamos ao mau exemplo proporcionado por um Chefe de Estado.
GROSSERIA 2
A política pode ser marcada por divergências profundas. Presidentes podem discordar de decisões, modelos econômicos, posicionamentos diplomáticos e até de visões ideológicas completamente opostas.
GROSSERIA 3
Isso faz parte da democracia e das relações internacionais. O que não faz parte da boa convivência entre nações é transformar um palco político em espaço para ofensas pessoais contra autoridades de outro país.
GROSSERIA 4
As declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, durante evento em São Paulo, dirigidas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a um ministro do Supremo Tribunal Federal, representam um péssimo exemplo vindo justamente de quem ocupa a mais alta função de um Estado soberano.
Foto: Redes Sociais / G1
GROSSERIA 5
Não se trata de defender este ou aquele governante. Trata-se de defender a liturgia do cargo e o respeito entre instituições. Presidentes passam. Governos mudam.
GROSSERIA 6
Mas Brasil e Argentina continuarão sendo países vizinhos, parceiros comerciais e protagonistas na América do Sul. A relação entre duas nações não pode ser reduzida às preferências pessoais de seus líderes.
GROSSERIA 7
A crítica política é legítima. O debate de ideias também. O que se espera, porém, é que esse debate aconteça dentro dos limites da diplomacia e do respeito institucional, especialmente quando parte de quem carrega a responsabilidade de representar milhões de cidadãos.
GROSSERIA 8
Independentemente das diferenças ideológicas, a população espera de seus líderes equilíbrio, responsabilidade e maturidade. A firmeza nas convicções jamais deve ser confundida com desrespeito às instituições de outra nação.
GROSSERIA 9
A política internacional exige estadistas, não protagonistas de embates pessoais. É possível discordar com firmeza sem abandonar a civilidade. Afinal, o respeito institucional nunca será sinal de fraqueza, mas de grandeza política.
FRASE
Respeitar é o primeiro passo para conquistar o respeito de quem pensa diferente.
Fonte: Tribuna Popular

