Confira as notícias do dia, por Cícero Moura.
REALIDADE
Se existe um partido que hoje parece enfrentar mais dificuldades para administrar seus próprios conflitos do que combater adversários externos, esse partido é o MDB de Rondônia.
Foto: Redes Sociais / MDB
IMAGEM
Os bastidores da legenda estão longe de transmitir a imagem de unidade que qualquer partido deseja apresentar às vésperas de uma eleição.
QUENTE
Pelo contrário. O clima é de tensão, desconfiança e disputas internas que já extrapolam as reuniões reservadas e passam a fazer parte das conversas do meio político.
APOIO
Nos últimos dias ganharam força relatos de que o senador Confúcio Moura teria defendido a retirada de Pedro Abib da disputa ao Governo como forma de facilitar uma composição política mais ampla, especialmente visando consolidar apoios à sua candidatura à reeleição ao Senado.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
ESPECULAÇÃO?
Essas informações circulam intensamente nos bastidores, mas não foram confirmadas oficialmente pelas lideranças envolvidas.
DECISÃO
O fato é que Pedro Abib acabou sendo confirmado candidato ao Governo na convenção do MDB, enquanto Confúcio foi oficializado candidato à reeleição ao Senado.
CONFLITO
Mesmo assim, as especulações sobre divergências internas não cessaram e continuam alimentando um ambiente de instabilidade dentro da legenda.
QUIETO
Outro aspecto que chama atenção é o silêncio da direção estadual do partido. Em vez de enfrentar os questionamentos e esclarecer publicamente o cenário, integrantes da executiva têm evitado entrevistas e manifestações mais contundentes, comportamento que apenas amplia as dúvidas e fortalece a percepção de que existe, sim, uma crise interna.
DOMÍNIO
Na política, divergências são naturais. O problema surge quando elas deixam de ser administradas e passam a dominar o debate público.
INSEGURANÇA
Um partido dividido transmite insegurança para seus próprios filiados, candidatos e eleitores.
CUSTO
Enquanto adversários concentram esforços para conquistar votos, o MDB corre o risco de desperdiçar energia tentando apagar incêndios dentro da própria casa. E isso costuma ter um preço elevado nas urnas.
DÚVIDA
A pergunta que fica é: quem realmente comanda o MDB de Rondônia? Enquanto essa resposta continuar cercada de conflitos e versões divergentes, a legenda seguirá oferecendo munição aos adversários e alimentando uma crise que, ao menos por enquanto, parece estar longe do fim.
FORA DO GABINETE
Há candidatos que chegam à política carregando uma biografia construída em palanques. Outros trazem consigo uma trajetória consolidada nos bastidores da administração pública.
TÉCNICA
O ex-secretário de Estado de Finanças, Luís Fernando, pertence claramente ao segundo grupo. Servidor de carreira e reconhecido pelo perfil técnico, ele participou de momentos decisivos da gestão pública em Rondônia.
Foto: Redes Sociais / Luis Fernando
AUSTERIDADE
Entre eles, um dos mais delicados da história recente: a pandemia de Covid-19, período em que o Estado precisou manter equilíbrio fiscal em meio à incerteza econômica e ao aumento das demandas por investimentos públicos.
CAPACIDADE
Ao longo dos anos, sua imagem esteve associada à responsabilidade na condução das contas públicas e ao conhecimento da máquina administrativa.
LINGUAGEM
Mas uma campanha para o Senado exige algo que vai muito além da competência técnica. O eleitor comum dificilmente vota apenas pelo currículo. Ele quer conhecer a pessoa por trás do cargo.
LINGUAGEM 2
Quer ouvir histórias, entender valores, perceber autenticidade e, principalmente, sentir que aquele candidato compreende os problemas do cotidiano de quem enfrenta filas na saúde, dificuldades no transporte, insegurança e os desafios para sustentar a família.
ENTRAVES
É justamente aí que surge o principal desafio de Luís Fernando. Durante anos, sua rotina foi marcada por planilhas, indicadores econômicos, arrecadação, orçamento e decisões técnicas.
COMPORTAMENTO
Agora, o cenário é completamente diferente. Em vez de reuniões de governo, haverá caminhadas, visitas aos bairros, encontros em feiras, conversas nas pequenas cidades e um contato muito mais direto com a população.
OBSERVAÇÃO
Essa transição não significa abandonar a capacidade técnica. Pelo contrário. Ela continuará sendo um dos seus principais diferenciais.
OBSERVAÇÃO 2
O desafio está em traduzir assuntos complexos para uma linguagem simples, acessível e próxima da realidade das pessoas.
OBSERVAÇÃO 3
Explicar como uma decisão na área financeira impacta a vida de quem paga impostos, depende dos serviços públicos e espera eficiência do Estado.
EXPLICAÇÃO
A política moderna exige comunicação. Bons gestores nem sempre se transformam automaticamente em bons candidatos. Da mesma forma, excelentes comunicadores nem sempre demonstram competência administrativa.
BALANÇA
O equilíbrio entre essas duas características costuma ser um dos fatores que definem campanhas competitivas. Luís Fernando inicia sua caminhada justamente diante desse teste.
OLHO NO OLHO
Seu conhecimento técnico é amplamente reconhecido, mas a eleição será decidida em outro ambiente: o da conexão com o eleitor.
OLHO NO OLHO 2
Mais do que apresentar números ou resultados de gestão, será preciso construir identificação. Mostrar não apenas o que fez, mas por que fez, quais princípios orientaram suas decisões e como essa experiência pode contribuir para representar Rondônia no Senado.
FOCO
A missão é clara: transformar uma trajetória de eficiência administrativa em uma narrativa capaz de dialogar com milhões de rondonienses. É um desafio considerável, mas também uma oportunidade de demonstrar que competência técnica e proximidade com a população não precisam caminhar em direções opostas.
FRASE
Não basta defender bons princípios; é preciso vivê-los diariamente.
Fonte: Tribuna Popular

