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A “taxa das blusinhas” é o menor dos nossos problemas

Fim da “taxa das blusinhas” na compras internacionais (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Marcial Comeron
O governo mal anunciou a revogação da “taxa das blusinhas”, divulgada como se fosse o “conserto” de um erro do Congresso Nacional, e dispararam as buscas na internet por:
— O que é a taxa das blusinhas?
— Quem criou a taxa das blusinhas?
— Quanto é 50 dólares?
— Lula tirou a taxa das blusinhas?
Sim, o povo quer entender melhor do que se trata essa bagunça.
Embora os aliados de Lula tenham tentado jogar a culpa no “Congresso bolsonarista”, a narrativa não colou. Boa parte dos brasileiros sabe que a digital na cena do crime é de Lula.
No passado, Lula dizia, a plenos pulmões, que a medida era necessária para defender a indústria nacional (embora o intuito fosse meramente arrecadatório) e agora quer fingir estar ao lado do povo de classe baixa e média baixa.
Pior: as contas públicas estão em pior estado do que antes e ele cedeu à tentação de pisar no acelerador do cheque especial nessa e em várias outras medidas econômicas eleitoreiras que estão sendo implementadas a um alto custo que será pago pelo povo.
A ironia é que reduzir impostos é uma medida economicamente correta que todo e qualquer governo deve buscar. “Até um relógio quebrado acerta a hora, duas vezes ao dia”, diz o ditado popular.
Porém, não se deve apenas buscar reduzir impostos, mas também reduzir — simultaneamente — os gastos, reformar o aparelho do Estado e tornar a economia mais produtiva. Coisa que Lula claramente não faz. Para ele, as eleições valem mais do que o dia de amanhã…
Lula faz lembrar o livro de Frederic Bastiat: O que se vê e o que não se vê. Pois, ele vê os benefícios de curto prazo, mas finge não enxergar as inevitáveis consequências de médio e longo prazo, mesmo sabendo que colocará o país em uma grave recessão. De novo. Como aquela da Dilma.


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