Neste momento, os astronautas da missão Artemis II estão dentro da cápsula Orion no caminho para alcançar a órbita da Lua.
Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da Nasa, e o astronauta da Agência Espacial Canadense, Jeremy Hansen — estão dentro da cápsula Orion. Veja aqui o rastreio da Nasa tempo real.
Na quinta-feira (2), a nave realizou o último grande impulso no motor, que colocou a Orion na rota correta.
A espaçonave agora vai rumar até chegar à órbita lunar. Os astronautas não irão pisar no satélite nesta missão, mas irão contornar o lado oculto do satélite antes de retornar no próximo dia 10.
E justamente a reentrada na Terra é uma das grandes preocupações desta missão.
A fase final do voo, chamada de “reentrada”, ocorre quando a cápsula Orion mergulha na densa camada interna da atmosfera terrestre enquanto ainda viaja a mais de 30 vezes a velocidade do som.
O processo causa uma violenta compressão das moléculas de ar que pode aquecer a parte externa da espaçonave a mais de 2.760 graus Celsius (5.000 graus Fahrenheit).
É sempre uma das partes mais arriscadas de qualquer missão, mas para Artemis II os riscos são particularmente altos.
Há um problema conhecido com uma parte do escudo térmico da cápsula Orion , uma peça fixada na base circular da espaçonave, feita de um material ablativo — ou seja, projetada para carbonizar e sofrer erosão quando exposta ao calor.
Autoridades da Nasa reconheceram que o escudo térmico deste veículo é imperfeito — um fato descoberto durante um voo de teste não tripulado em 2022, chamado Artemis I.
A cápsula Orion retornou dessa missão com um escudo térmico repleto de buracos e rachaduras, o que não é o comportamento esperado de um escudo térmico. (Os escudos térmicos para as futuras cápsulas Orion foram fabricados de forma diferente.)
Ao término do voo de teste Artemis I, a espaçonave Orion recuperada foi transportada para o Centro Espacial Kennedy, onde seu escudo térmico foi removido e inspecionado • Nasa
Mas os gestores da missão optaram por resolver o problema desta vez reconfigurando a trajetória de reentrada da Orion, escolhendo não realizar uma manobra de “salto”, na qual a cápsula mergulha na atmosfera, sai dela e retorna à atmosfera. A abordagem de salto usada durante a Artemis I tinha como objetivo permitir que a Orion atingisse um local de amerissagem preciso.
Para criar um ambiente de aquecimento mais favorável para o escudo térmico subótimo, a espaçonave Orion da Artemis II realizará uma manobra de elevação mais sutil.
Coletar dados sobre o comportamento do escudo térmico desta vez é, na verdade, um objetivo fundamental da missão.
Fonte: Tribuna Popular

