Brasília precisa de mais mulheres (Imagem ilustrativa) Foto: IAChat GPT
Há quem ainda trate a presença de mulheres na política como um gesto de inclusão. Eu prefiro tratá-la como uma necessidade. Uma democracia que não abre espaço para mulheres em posições de decisão escolhe desperdiçar talento, inteligência e perspectivas diferentes. Não precisamos de mulheres em Brasília para “humanizar” a política. Precisamos delas para governar, fiscalizar, decidir e assumir responsabilidades com a mesma liberdade que os homens sempre tiveram.
Margaret Thatcher resumiu isso com uma frase que atravessou gerações:
Se você quer que algo seja dito, peça a um homem. Se você quer que algo seja feito, peça a uma mulher.
Concorde-se ou não com suas ideias econômicas, ela demonstrou que liderança não depende de gênero, mas de convicção. Outra frase sua continua atual: “Não siga a multidão; deixe que a multidão siga você.”
É exatamente esse tipo de coragem que faz falta na política: pessoas dispostas a liderar, e não apenas a repetir o que é conveniente.
Também gosto de outra reflexão dela: “Estar no poder é como ser uma dama. Se você precisa dizer que é, então não é.”
Há uma elegância nessa ideia. Autoridade não se impõe aos gritos nem se conquista por marketing; ela é construída por competência, preparo e resultados. Brasília precisa de mais mulheres que cheguem pelo mérito, pela coragem e pela disposição de servir ao país. Não porque sejam mulheres, mas porque o Brasil merece contar com o melhor de todos nós.

