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COLUNA DO SIMPI – Fim da jornada 6×1 (1)! Armadilha já está armada

Fim da jornada 6×1 (1)! Armadilha já está armada
O debate sobre o fim da escala 6×1 voltou a ganhar força no Congresso Nacional e acendeu um alerta entre empresários de todo o país. A proposta, que tem sido apresentada como uma forma de garantir mais tempo de descanso ao trabalhador sem redução salarial, envolve uma discussão mais ampla: o impacto econômico da redução da jornada sobre empresas, preços, empregos e informalidade. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria, a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas pode aumentar os custos das empresas brasileiras entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano. O valor mais alto considera o cenário em que as empresas precisam compensar a redução de horas por meio de horas extras ou contratação de novos trabalhadores para manter o nível de produção e atendimento. A discussão, no entanto, não se resolve por meio de uma simples decisão administrativa ou de um projeto de lei comum. A jornada de trabalho está prevista na Constituição Federal, que estabelece duração normal de até 8 horas diárias e 44 horas semanais. Por isso, propostas que alteram esse limite tramitam como PECs, ou seja, Propostas de Emenda à Constituição. Na Câmara dos Deputados, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou a admissibilidade de propostas que tratam da redução da jornada e, na prática, podem levar ao fim da escala 6×1. Com isso, os textos seguem para análise de uma comissão especial e, depois, precisam passar pelo Plenário. Para o Simpi, o ponto central do debate não é simplesmente ser contra ou a favor do descanso do trabalhador. A questão é como realizar uma mudança desse porte sem comprometer a sobrevivência dos pequenos negócios, que têm menos margem financeira para absorver aumento de custos. Em setores como bares, restaurantes, clínicas, comércios, mercados, salões, oficinas e pequenos serviços, a dependência de atendimento presencial e de mão de obra diária torna o impacto ainda mais sensível. Nesses casos, a redução da jornada pode exigir contratação de novos funcionários, ampliação de horas extras, reajuste nos preços ou até redução no horário de funcionamento. O risco, segundo a entidade, é que uma mudança trabalhista feita sem estudo de impacto, sem transição e sem análise por setor acabe produzindo efeitos contrários aos desejados. Quando o custo de manter empregos formais aumenta de forma repentina, pequenos empresários podem enfrentar mais dificuldade para contratar, manter equipes e competir no mercado. O Simpi defende que qualquer alteração na jornada de trabalho seja discutida com responsabilidade, levando em conta a realidade das micro e pequenas empresas, que representam parte essencial da economia brasileira e da geração de empregos. Reduzir a jornada pode ser uma discussão legítima, mas precisa vir acompanhada de planejamento, transição e segurança jurídica. Sem isso, quem sente primeiro é o pequeno empresário. E, logo depois, o próprio trabalhador.
Assista: https://youtu.be/32JgEU_rOOk
Fim do 6×1 (2): setor produtivo questiona Sebrae Nacional por posicionamento favorável a escala 5×2
As entidades representativas ligadas aos setores do comércio de bens, serviços e turismo, microempresas, agronegócio e associações comerciais do Estado de Rondônia enviaram uma Carta Conjunta à presidência do Sebrae-RO de Rondônia buscando esclarecimentos sobre seu posicionamento favorável ao fim da escala 6×1. A carta, subscrita pelos presidentes da Fecomércio-RO, Facer, SIMPI e Faperon, foi endereçada ao presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-RO, Darci Cerutti, com base na manifestação de microempresários preocupados com a posição institucional adotada, classificada como “contrária aos interesses das classes produtivas”. No documento, os líderes demonstraram preocupação com o posicionamento do Sebrae-RO ao citarem estudos e projeções apontados, por exemplo, pela CNC (Confederação Nacional do Comércio) e, que classificam a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 como medidas impactantes e danosas para a economia do país. “O setor produtivo tem apontado, por meio de estudos, impactos potencialmente negativos e significativos sobre a rentabilidade da atividade comercial no Brasil, caso a redução da jornada de trabalho seja implementada sem a devida análise e compensação”, diz um trecho da Carta Conjunta. Adiante, o documento aborda o risco do crescimento da informalidade e o prejuízo ao próprio trabalhador e a toda a dinâmica do mercado de trabalho, questionando: “Considerando que o Sebrae é mantido pelos empresários e que a base de microempreendedores — que muitas vezes não empregam — tem sido utilizada como argumento no debate, gostaríamos de entender qual é a posição oficial do Sebrae de Rondônia sobre esta questão”. Ao finalizar, os representantes das entidades solicitam ao presidente Darci Cerutti sua consideração sobre o fim da escala 6×1 — se ela trará prejuízos aos negócios locais — e qual a sua visão sobre os efeitos desta medida para os micro e pequenos empresários rondonienses. Assinam o documento:
Raniery Araujo Coelho: Presidente do Sistema Fecomércio-RO e Vice-Presidente da CNC; Cícero Alves Noronha Filho: Presidente em exercício da Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Rondônia (FACER); Leonardo Heuler Calmon Sobral: Presidente da Federação das Entidades de Micro e Pequenas Empresas de Rondônia (FEEMPI) e 1° Vice -Presidente do Simpi Nacional e do Sindicato da Micro e Pequena Indústria (SIMPI); Hélio Dias: Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Rondônia (FAPERON).
Fim do 6×1 (3): empresários serão ouvidos para medir impacto real da mudança
Em reunião do setor produtivo, a Feempi, que representa as micro e pequenas empresas; a Fecomércio, do comércio serviços e turismo; a Facer, ligada aos setores de comércio, indústria e serviços; e a Faperon, da agricultura e pecuária, decidiram realizar uma pesquisa com micro, pequenos, médios e grandes empresários de Rondônia para medir, na prática, o que pensam os empreendedores locais sobre o debate envolvendo o fim da escala 6×1 e a possível adoção da jornada 5×2. A iniciativa surge após a divulgação de uma pesquisa nacional do Sebrae sobre o tema. Segundo a 12ª edição da Pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, divulgada em abril, 51% dos donos de micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais afirmaram que o fim da escala 6×1 não teria impacto sobre seus negócios. Interpretado pelo Sebrae como um indicativo de aprovação à mudança, o dado, na avaliação dos representantes empresariais, precisa ser analisado com mais profundidade. O levantamento nacional foi realizado entre 19 de fevereiro e 18 de março de 2026, com 8.273 respondentes em todos os estados e no Distrito Federal. Para as entidades representativas das categorias econômicas, no entanto, os números nacionais não podem ser interpretados como se representassem automaticamente a realidade dos diferentes setores, regiões e perfis de pequenos negócios. As entidades avaliam que é preciso ouvir diretamente os empresários, especialmente aqueles que vivem a rotina do comércio, dos serviços, da indústria, da alimentação, das oficinas, dos salões, dos mercados e de outras atividades que dependem de mão de obra presencial e funcionamento contínuo. A pesquisa encomendada pelo setor produtivo deve ouvir pelo menos 600 empresas em Porto Velho e outras 600 no interior do estado. O objetivo é construir um retrato mais fiel da opinião dos empreendedores rondonienses sobre temas que impactam diretamente a rotina, os custos e a sobrevivência dos pequenos negócios. Entre as perguntas previstas, os empresários serão consultados sobre qual modelo consideram mais adequado para a realidade de suas empresas: a escala 6×1 ou a jornada 5×2. Também serão questionados se aprovam ou não a alteração da escala atual para um novo formato de jornada. Além do debate trabalhista, o levantamento também vai avaliar a relação dos pequenos empresários com os serviços oferecidos pelo Sebrae. A intenção é verificar se, na percepção dos empreendedores, os atendimentos, programas e soluções disponíveis realmente chegam às empresas e atendem às necessidades do dia a dia. Outro ponto da pesquisa será a percepção dos empresários sobre instituições financeiras. Os representantes patronais pretendem identificar quais bancos despertam maior resistência entre os pequenos negócios, especialmente em um cenário em que acesso a crédito, taxas, atendimento e confiança são fatores decisivos para quem empreende. Segundo as entidades, a proposta é que o resultado da pesquisa apresente uma visão mais próxima da realidade local, evitando que dados nacionais sejam usados de forma genérica em discussões que afetam diretamente empresas de diferentes tamanhos, setores e regiões. O debate sobre o fim da escala 6×1 segue em discussão no Congresso Nacional e envolve propostas que tratam da redução da jornada de trabalho e da reorganização dos dias de descanso. Para os dirigentes, qualquer mudança desse porte precisa considerar os impactos sobre os pequenos negócios, que têm menor margem financeira, menor estrutura de gestão e maior dificuldade para absorver aumentos repentinos de custos. A expectativa é que o levantamento comece nesta semana e que os primeiros resultados sejam divulgados na próxima semana. Com os dados em mãos, o grupo pretende apresentar a realidade dos pequenos empresários de Rondônia sobre a escala de trabalho, o atendimento das entidades de apoio e a relação com bancos e serviços financeiros. Para os dirigentes, ouvir quem está na ponta é essencial para que o debate avance com responsabilidade. Afinal, decisões sobre jornada de trabalho não podem ser tomadas apenas com base em diretrizes meramente ideológicas. É necessário garantir o equilíbrio entre produtividade e saúde do trabalhador, considerando também a realidade de quem abre a empresa todos os dias, gera empregos, paga impostos e enfrenta, na prática, os desafios de manter um pequeno negócio funcionando.
Preservar capital é a dica em tempos confusos
A mudança no cenário internacional alterou as expectativas do mercado financeiro em 2026. No início do ano, investidores projetavam desaceleração da inflação, redução das taxas de juros em diferentes economias e avanço mais consistente das bolsas de valores. No entanto, o agravamento das tensões no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos e Irã, modificou o ambiente econômico e ampliou a percepção de risco nos mercados globais. Segundo Hudson Bessa, o aumento da instabilidade internacional levou bancos centrais a reverem suas estratégias de política monetária. No Brasil, o processo de redução da taxa de juros passou a ocorrer de forma mais gradual. Nos Estados Unidos, o ciclo de cortes foi interrompido diante do novo contexto econômico e geopolítico. Esse cenário de maior incerteza também impactou o desempenho dos investimentos. Entre março e abril, diferentes fundos registraram rentabilidade negativa, o que provocou reação entre investidores ao observarem perdas em suas carteiras. A avaliação apresentada aponta que, em períodos marcados por volatilidade e imprevisibilidade, estratégias voltadas à preservação de capital tendem a ganhar espaço. A análise indica que investidores com perfil menos propenso ao risco podem considerar uma composição mais conservadora para a carteira de investimentos. Entre as alternativas mencionadas estão aplicações de renda fixa com prazos mais curtos, como CDBs e títulos do Tesouro Direto, além de ativos indexados à inflação, como o Tesouro IPCA. No mercado de ações, a recomendação envolve ativos considerados defensivos, especialmente empresas com histórico de pagamento de dividendos. Embora esses papéis possam apresentar retornos menores em determinados períodos, costumam registrar oscilações mais moderadas em comparação a ações de maior exposição ao risco. O comportamento do câmbio também aparece como ponto de atenção. Após um período de queda, a expectativa é de possível valorização da moeda norte-americana, o que pode levar parte dos investidores a buscar exposição cambial como forma de proteção da carteira. O momento atual exige foco na preservação de patrimônio e acompanhamento das mudanças no cenário econômico internacional. A orientação é que decisões de investimento sejam tomadas com perspectiva de longo prazo, considerando os efeitos da instabilidade global sobre diferentes classes de ativos.
Assista: https://youtu.be/UXpeezs04eY
Evolução patrimonial incompatível com renda declarada? Vai gerar alerta na Receita Federal
A elaboração da declaração do Imposto de Renda exige atenção à compatibilidade entre evolução patrimonial e rendimentos informados à Receita Federal. Ao abordar esse tema, Vitor Stankevicius relembra que, no passado, as empresas utilizavam uma demonstração contábil chamada Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR), posteriormente substituída pela Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC). Embora a DOAR não faça mais parte das obrigações contábeis empresariais, o conceito de origem e aplicação de recursos continua presente na análise das declarações de pessoas físicas. Segundo a explicação apresentada, a Receita Federal observa a compatibilidade entre os bens acumulados e os rendimentos declarados ao longo do período. O prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda de 2026 termina em 29 de maio. Dentro desse processo, um dos erros mais recorrentes ocorre na ficha de bens e direitos, especialmente quando há crescimento patrimonial incompatível com os valores informados como recebidos pelo contribuinte. O exemplo apresentado considera uma evolução patrimonial de R$ 100 mil entre 2024 e 2025. Nesse caso, a lógica contábil indica que houve aplicação de recursos nesse mesmo montante. Para que essa evolução seja compatível, os rendimentos, empréstimos, doações ou outras entradas financeiras precisam justificar o aumento registrado no patrimônio. Inconsistências podem surgir quando o contribuinte informa rendimentos inferiores ao crescimento patrimonial apresentado na declaração. Situações em que uma pessoa declara renda de R$ 20 mil, mas registra aumento de patrimônio de R$ 100 mil, por exemplo, podem gerar questionamentos da Receita Federal. Entre os pontos destacados estão a necessidade de conferir todos os rendimentos recebidos durante o ano, além de registrar corretamente operações como empréstimos e doações. Esses dados podem explicar a variação patrimonial e evitar divergências no cruzamento de informações realizado pelo Fisco.
Assista: https://youtu.be/8j1NSgW2xtY


Fonte: Tribuna Popular

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