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Coluna ESPAÇO ABERTO – Após corte de privilégios pelo STF, TCU revela brechas milionárias no TRE de Rondônia

Confira as notícias do dia, por Cícero Moura.

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O caso revelado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) envolvendo o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) não é apenas mais um episódio administrativo perdido em relatórios técnicos.
Foto: Redes Sociais / TRE
CAMBIARRAS
Ele escancara, com desconfortável nitidez, aquilo que o cidadão já suspeita há anos: o sistema público ainda abriga brechas engenhosas — os famosos “jeitinhos” — que permitem transformar distorções legais em ganhos financeiros vultosos.
Foto: Redes Sociais / TCU
DECISÃO
A decisão relatada pelo ministro Benjamin Zymler é clara ao apontar inconsistências sérias.
DUPLICIDADE
Seriam férias que aparecem como gozadas no sistema, mas reaparecem convertidas em dinheiro; interrupções sem justificativa formal; horas extras que extrapolam limites legais e acabam, de alguma forma, remuneradas.
LOCAL
Tudo isso dentro de um ambiente que deveria, por essência, ser exemplo de rigor e conformidade.
ESTRUTURA
Não se trata aqui de condenação antecipada de pessoas, mas de algo estrutural: um modelo que, quando mal fiscalizado, permite que regras sejam contorcidas até perderem completamente o sentido.
CULTURA
A prática reiterada de converter direitos administrativos em vantagens financeiras revela um problema que vai muito além de um nome ou cargo — é um sintoma de uma cultura que ainda tolera atalhos.
EFEITO CASCATA
E é justamente nesse ponto que o contexto recente se torna inevitável. Após o Supremo Tribunal Federal (STF) dar sinais claros de que pretende fechar a torneira dos chamados “penduricalhos” — aqueles acréscimos que inflavam remunerações no Judiciário — esperava-se uma mudança de postura em cadeia.
Foto: Reprodução / Inteligência Artificial
ALERTA
O recado foi dado: não há mais espaço para distorções travestidas de legalidade. Agora, o foco se desloca.
JEITINHO
Se antes a discussão girava em torno de cortar excessos, neste momento o desafio é impedir que eles voltem por outros caminhos.
FORMALIDADE
E é exatamente aí que o TRE-RO entra no centro da responsabilidade. Não basta cumprir formalmente as determinações do TCU dentro do prazo de 30 dias.
VIGILÂNCIA
Isso é o mínimo. A verdadeira prova será estruturar mecanismos internos capazes de impedir que situações semelhantes se repitam — com ou sem holofotes.
PROIBIÇÕES
As determinações são objetivas: proibição de converter férias em pecúnia fora das regras, limitação rigorosa de horas extras, compensações em vez de pagamentos indevidos e revisão da própria estrutura administrativa.
LACRE
Traduzindo: fechar as portas por onde o dinheiro público vinha escapando. Mas há uma diferença fundamental entre cumprir ordens e mudar cultura.
Foto: Reprodução / Inteligência Artificial
NADA VAI MUDAR
Se a fiscalização interna continuar frouxa, se as justificativas continuarem genéricas e se a gestão continuar tolerando acúmulos e exceções, tudo isso será apenas uma pausa — não uma mudança.
METAMORFOSE
Os mesmos mecanismos encontrarão novas formas de se reinventar, como sempre fizeram.
FATO
O que está em jogo não é apenas a imagem de um tribunal, mas a credibilidade de todo um sistema que, repetidamente, precisa ser corrigido por instâncias superiores para funcionar como deveria desde o início.
EXPECTATIVA
O cidadão não espera perfeição. Mas espera, no mínimo, respeito. Felizmente isso hoje pode ser bem mais fiscalizado do que tempos atrás.
TENTAÇÃO
E respeito, nesse caso, significa algo simples: que regras não sejam tratadas como sugestões e que o dinheiro público não seja visto como oportunidade.
MESMO CAMINHO
Se o STF começou a desmontar os privilégios visíveis, cabe agora aos órgãos como o TRE-RO eliminar os invisíveis — aqueles que sobrevivem nas brechas, nos registros confusos e nas justificativas convenientes.
DETALHE
Todos sabemos que o problema nunca foi a falta de leis. Sempre foi a criatividade para contorná-las.
FRASE
No Brasil, o problema nunca foi a falta de regra — sempre foi o excesso de criatividade para burlá-la.


Fonte: Tribuna Popular

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