Confira as notícias do dia, por Cícero Moura.
REAÇÃO
Porto Velho vive um momento preocupante. Não apenas pela criminalidade, mas pela sensação crescente de insegurança que se espalha entre a população.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
O QUE HOUVE?
E o episódio registrado na noite de ontem, na Praça Aluízio Ferreira e nas proximidades da Escola Carmela Dutra, merece muito mais do que um simples registro policial. Merece explicações.
ANORMAL
O que aconteceu ali não foi uma ocorrência isolada dentro de um ambiente fechado.
ANORMAL 2
Foi um tumulto em uma praça pública, no coração da capital, em uma região frequentada por famílias, estudantes, trabalhadores, comerciantes e dezenas de jovens.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
CONFUSÃO
Houve correria, gritaria, desespero e medo. Pessoas correram sem sequer saber exatamente do que estavam fugindo.
SENTIMENTO
E quando uma multidão entra em pânico, o risco deixa de ser apenas um possível assalto ou uma briga. O risco passa a ser coletivo.
ALERTA
Recebi pelo menos três ligações de pessoas diferentes relatando que, tão logo perceberam a gravidade da situação, acionaram o 190.
MEDO
Todas afirmaram que o clima era de apreensão e que havia temor de que alguém estivesse armado ou promovendo ataques contra frequentadores da praça.
DÚVIDA
A pergunta que precisa ser respondida é simples: quanto tempo levou para que uma viatura chegasse ao local?
EXPLICAÇÕES
Não se trata de fazer acusações irresponsáveis contra a Polícia Militar, instituição que diariamente arrisca a vida em defesa da população. Trata-se de cobrar transparência.
LOCALIZAÇÃO
O episódio ocorreu em uma das áreas mais movimentadas da cidade, com potencial para gerar vítimas em massa caso os boatos se confirmassem ou caso alguém resolvesse agir aproveitando o caos instalado.
PERGUNTA
Se diversas ligações foram feitas ao Centro de Operações da PM informando uma situação de possível violência coletiva, qual foi o protocolo adotado?
PERGUNTA 2
Quantas equipes foram acionadas? Qual foi o tempo de resposta? Existia viatura disponível na região? Houve alguma dificuldade operacional?
ESCLARECIMENTO
Essas perguntas precisam ser respondidas não para alimentar críticas vazias, mas para tranquilizar a população.
DROGA
O mais curioso é que, após toda a mobilização, toda a correria e todo o medo, o resultado concreto divulgado foi a apreensão de uma pequena porção de maconha com um adolescente.
PARADOXAL
Ou seja, permanece uma enorme lacuna entre aquilo que a população vivenciou e aquilo que oficialmente foi esclarecido.
PARADOXAL 2
O que gerou o pânico? Houve realmente uma tentativa de assaltos em série? Existia confronto entre integrantes de facções?
ARRUAÇA?
Foi apenas um boato que se espalhou rapidamente? Quem iniciou a confusão? A sociedade tem o direito de saber.
DESCONFIANÇA
O que não pode acontecer é um episódio dessa magnitude terminar envolto em dúvidas.
COLETIVO
Quando dezenas de pessoas correm desesperadas acreditando que suas vidas estão em risco, o problema deixa de ser apenas policial e passa a ser uma questão de segurança pública.
PERPLEXIDADE
Porto Velho não pode se acostumar com cenas de pânico coletivo em suas praças. E muito menos aceitar que fatos dessa natureza fiquem sem esclarecimentos objetivos.
AÇÃO
A população fez sua parte. Ligou para a polícia. Alertou sobre o risco. Agora cabe aos órgãos responsáveis explicar o que realmente aconteceu e demonstrar se o sistema de resposta funcionou dentro do tempo esperado para uma ocorrência que tinha potencial para terminar em tragédia.
FATO
Quando o medo toma conta de uma praça lotada, a pior resposta possível é o silêncio.
OUTRO LADO
O comandante da Polícia Militar de Rondônia, coronel Glauber Souto, não respondeu os questionamentos da coluna.
VIDEO
Clique na palavra TUMULTO para ir direto ao video.
FRASE
A presença policial rápida não apenas combate o crime; ela devolve tranquilidade à população.
Fonte: Tribuna Popular

