Confira as notícias do dia, por Cícero Moura.
CONSEGUIU GANHAR
Foto: Redes Sociais / Fifa
É preciso reconhecer o resultado: o Brasil venceu e garantiu a classificação. Mas o desempenho deixa muito mais preocupações do que motivos para comemorar.
Foto: Redes Sociais / Fifa
REALIDADE
A classificação veio, mas o futebol continua devendo. O Brasil venceu o Japão muito mais na base da entrega, da insistência e da raça do que pela qualidade do seu jogo coletivo.
ACRÉSCIMOS
O gol salvador, já no último minuto da prorrogação, evitou um vexame que esteve muito próximo de acontecer.
Foto: Redes Sociais / Fifa
BRILHO
Faltou criatividade do início ao fim. A Seleção praticamente não conseguiu criar jogadas pelo centro, não apresentou repertório ofensivo e sequer ameaçou o gol japonês com chutes de média ou longa distância.
“CHUVEIRINHO”
O plano de jogo resumiu-se, durante quase toda a partida, a levantar bolas na área tentando explorar a evidente desvantagem física e de estatura dos japoneses.
OBSERVAÇÃO
Quando uma equipe do tamanho do Brasil depende quase exclusivamente de cruzamentos para decidir um confronto, algo está errado.
Foto: Redes Sociais / Fifa
AGONIA
A previsibilidade facilitou a marcação adversária e transformou um jogo que deveria ser controlado em um enorme sofrimento.
BONS TIMES
A classificação não pode esconder os problemas. Costa do Marfim ou Noruega serão adversários muito mais fortes física e tecnicamente, capazes de explorar cada deficiência apresentada pelo Brasil diante do Japão.
REALIDADE
Se a Seleção repetir a atuação, dificilmente encontrará outro gol milagroso para salvá-la.
PRECISA MAIS
Venceu, é verdade. Mas convenceu muito pouco. Em Copa do Mundo, apenas avançar não basta.
CORAÇÃO NA CHUTEIRA
É preciso mostrar futebol compatível com quem sonha em levantar a taça. Hoje, o Brasil mostrou mais coração do que organização. E isso, nas próximas fases, pode não ser suficiente.
BRASIL PAUSADO
O futebol continua sendo um dos poucos fenômenos capazes de fazer o Brasil parar.
NÃO SE FALA EM OUTRA COISA
Durante os 90 minutos da partida da Seleção, o ritmo desacelera, compromissos são adiados e até quem vive da exposição pública parece dar uma trégua.
ATÉ ELES SOSSEGAM
Nem os políticos, que dificilmente desperdiçam uma oportunidade de aparecer em inaugurações, reuniões, visitas ou qualquer aglomeração, conseguem competir com a atenção dedicada ao jogo.
NA TELA
Por pelo menos 90 minutos, o protagonismo saiu dos palanques e foi para a televisão.
IMPACTO
É uma demonstração curiosa de como o futebol ainda exerce um poder que poucos assuntos conseguem alcançar.
RESENHA
Independentemente das críticas ao desempenho da Seleção, o brasileiro continua encontrando um motivo para parar, reunir amigos, vestir a camisa e torcer.
FERIADÃO?
E a expectativa já se transfere para domingo. Com o Brasil novamente em campo, muita gente já imagina um “feriado prolongado” informal na segunda-feira em caso de outra vitória.
TUDO PARA
Em tese, seria mais um dia útil, dedicado ao trabalho e à produtividade. Na prática, porém, empresas, repartições e até o comércio costumam entrar em ritmo diferente quando a Seleção joga e ganha.
100 ANOS JÁ
É uma tradição que atravessa gerações. O expediente pode até continuar, mas a cabeça de milhões de brasileiros já estará voltada para o apito inicial.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
MUNDO DA BOLA
Afinal, quando o Brasil entra em campo em uma Copa do Mundo, o relógio do país parece funcionar em outro ritmo.
FRASE
A festa pela vitória é justa, mas não apaga outra atuação tecnicamente decepcionante.
Fonte: Tribuna Popular

