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Coluna PONTO CRÍTICO – Léo Moraes adora fazer festas… Com o chapéu alheio, claro!

Coluna Ponto Crítico – Por Felipe Corona

Enquanto distritos e zona rural seguem abandonados, prefeito segue na política de pão e circo; e conseguiu arranjar confusão até com vereadores da base aliada e com candidato do PT, por não citar Lula em entregas de casas com verba do Governo Federal

Esquecimento
A situação dos distritos de Porto Velho voltou ao centro do debate político, após um discurso contundente do vereador Adalto do Bandeirantes na tribuna da Câmara Municipal. Em tom de revolta, o parlamentar denunciou o que classificou como abandono por parte da gestão do prefeito Léo Moraes e chegou a ameaçar mobilizar a população.
Esquecimento 2
“Se vocês não tomarem medidas, eu vou trazer a população para dentro dessa casa e ir para a Prefeitura. Me aguardem”, declarou o vereador, ao relatar problemas enfrentados no distrito de União Bandeirantes.
Esquecimento 3
Entre as denúncias apresentadas, está o caso de uma ambulância nova, que estaria parada há mais de 15 dias por falta de manutenção. O vereador também afirmou que ônibus do transporte escolar estão sem condições de funcionamento, o que tem impactado diretamente alunos da rede pública.
Esquecimento 4
Além disso, as estradas da região seguem em condições precárias, dificultando o deslocamento da população e o acesso a serviços essenciais, como saúde e educação.
Esquecimento 5
Apesar do discurso focado em União Bandeirantes, a realidade relatada não é isolada. Moradores de diversos distritos de Porto Velho vêm denunciando problemas semelhantes, apontando falta de manutenção, ausência de serviços públicos e sensação de esquecimento por parte da administração municipal.
Xiuuuuu
Nos bastidores, há relatos de que vereadores da base evitam confrontar o Executivo por receio de retaliações. Parlamentares que fazem cobranças públicas podem enfrentar dificuldades como perda de espaço político, indicações não atendidas e falta de retorno por parte de secretarias municipais. Por isso o silêncio quase um ano e meio depois do início da gestão.

Escanteada
Uma das secretarias que estão sofrendo “esvaziamento” de recursos seria a Semagric (Municipal de Agricultura). Segundo relatos de servidores públicos, o órgão enfrenta falta de recursos para manutenção de equipamentos essenciais, como tratores, caçambas e retroescavadeiras. Muitos desses equipamentos estariam quebrados ou abandonados por falta de manutenção, impedindo a execução de programas voltados ao produtor rural, especialmente as ações porteira adentro.
De lado
Pela atual estrutura administrativa, a manutenção de estradas é responsabilidade da Seinfra (Secretaria Municipal de Infraestrutura), enquanto a Semagric deveria garantir suporte direto ao produtor. Na prática, nenhuma das duas frentes tem conseguido atender de forma adequada, justamente por limitações financeiras e operacionais.
Ouvi festa?
O problema, no entanto, não é ausência de recurso, mas escolha de prioridade. Em recente remanejamento de aproximadamente 2 milhões de reais para viabilizar o evento Tecnogame, a prefeitura retirou cerca de 400 mil reais da Seinfra, justamente da rubrica “apoio à logística de serviços básicos”. Há ainda relatos de que a própria Semagric teve seus cofres esvaziados para atender outras demandas da gestão.
Maninho
A crítica que ganha força dentro da própria administração e entre servidores é que parte dessa decisão está ligada à condução da política de eventos comandada por Paulo Moraes Júnior, irmão do prefeito e então secretário da área, que recentemente deixou o cargo para disputar uma vaga de deputado estadual.
Dourou a pílula
Na prática, recursos que garantiriam manutenção de equipamentos, recuperação de estradas e apoio direto ao produtor foram direcionados para um evento de poucos dias. Nos bastidores, a avaliação é direta: enquanto os distritos enfrentam abandono, estradas precárias e falta de assistência, decisões tomadas para viabilizar eventos acabaram retirando recursos de áreas essenciais.
Resultados ruins
O resultado é sentido na ponta. Produtores sem apoio, máquinas paradas e comunidades rurais enfrentando dificuldades que poderiam ser evitadas com planejamento e priorização dos recursos públicos. Outro ponto que chama atenção é a instabilidade da Semagric. Em pouco mais de um ano, três ou quatro adjuntos já passaram pela secretaria, além de relatos de cargos estratégicos vagos e denúncias de funções ocupadas sem atuação efetiva.

No atoleiro
Um vídeo que circula nas redes mostrou um Renault Kwid completamente atolado na região de União Bandeirantes e escancara a realidade enfrentada por quem vive na zona rural. São mais de 1 mil quilômetros de estradas sem manutenção adequada, enquanto produtores enfrentam dificuldades para escoar a produção e moradores lidam com o isolamento.
No atoleiro 2
A situação atinge até crianças, que precisam caminhar por horas para conseguir acesso ao transporte escolar. Em outros pontos, pontes precárias colocam vidas em risco. Para moradores, esse cenário é reflexo direto da herança deixada por Paulo Moraes Júnior, que retirou recursos de áreas essenciais como a Seinfra para priorizar eventos, deixando comunidades inteiras no abandono.
Páscoa
Segundo o vereador Marcos Combate (Agir) em 2025, a Páscoa custou R$ 311 mil. Em 2026, saltou para R$ 731 mil. Mais de 135% de aumento com dinheiro público. Além disso, o irmão do prefeito subiu ao palco e fez discurso com tom de despedida, ligado a projeto eleitoral. Isso levanta suspeita de uso de evento público para promoção política.
Bate-boca
A sexta-feira (17) foi marcada por tensão nos bastidores da política em Porto Velho durante a cerimônia de entrega das chaves do Residencial Porto Madeiro 5, empreendimento do programa federal Minha Casa Minha Vida.
Bate-boca 2
O evento reuniu diversas autoridades, incluindo parlamentares federais e o prefeito da capital, Léo Moraes (Podemos), e acabou se transformando em palco de embates políticos e discussões públicas.
Bate-boca 3
O primeiro episódio de tensão ocorreu envolvendo o ex-deputado federal Expedito Netto, que criticou a forma como recursos destinados ao município foram apresentados nas redes sociais. Segundo ele, valores mencionados (que ultrapassam R$ 250 milhões) não “caíram do céu”, e deveriam ser atribuídos ao Governo Federal, com menção direta ao presidente Luís Inácio Lula da Silva.
Bate-boca 4
No entanto, o momento mais tenso do evento envolveu o vereador Dr. Santana. De acordo com relatos, ele tentou subir ao palco para acompanhar as autoridades, mas foi impedido por seguranças, o que gerou revolta imediata. Após o ocorrido, o vereador permaneceu entre o público e teve seu nome mencionado por moradores e foi convidado para subir ao palco.
Bate-boca 5
Ao subir, Santana fez um discurso em tom elevado, afirmando que também teve participação na viabilização do empreendimento e que merecia espaço no ato oficial. A situação se agravou no momento da entrega das chaves a uma moradora, quando o prefeito Léo Moraes e o vereador protagonizaram um bate-boca público. A discussão envolveu troca de palavras mais duras e chegou a momentos de maior tensão, com necessidade de contenção.
Vias de fato
Testemunhas relataram que houve aproximação mais acalorada entre os dois, e que a situação quase evoluiu para um confronto físico, sendo contida por pessoas próximas. A filha do vereador também teria se exaltado durante o episódio. Após o desentendimento, os envolvidos foram direcionados para uma conversa reservada dentro do residencial.
Festa com chapéu alheio
Não é a primeira vez que o “espertinho” Léo Moraes se aproveita de obras federais em Porto Velho para fazer seu nome. Ele só não faz isso quando tem algum ministro por aqui. Mas quando ele não tem olhares de Brasília, aí ele quer deitar e rolar, igual um certo pré-candidato aí que dizia que as obras em Cacoal eram frutos da ação dele.
Festa com chapéu alheio 2
E de festa essa gestão entende bem. Ah, como entende, ainda mais com dinheiro público. Se for pra divulgar nas redes sociais então, grana dos impostos é mato! Quando Lula esteve por aqui para assinar a parceria do hospital municipal universitário, entrou em cena aquele “Leozinho paz e amor”, dizendo que não importava quem trouxesse o recurso para a cidade.
Festa com chapéu alheio 3
Mas como tudo em política muda como as nuvens, como dizia Ulysses Guimarães, o ex-coligado com o povo muda de ideia conforme o sabor das suas conveniências. E como não tinha ninguém lá de Brasília, ele queria brigar sozinho. Só que parece que uma turma anda perdendo o medo de colocar o dedo na ferida e dar nome aos bois.
Valentia
Além do episódio de tentarem barrar o vereador Marcos Combate durante a reinauguração da Unidade Básica de Saúde do Bairro Nova Floresta, a segurança/pitbulls de Leozinho andam se especializando em barrar autoridades de eventos oficiais. Agora foi a vez de Dr. Santana sentir o peso da mão da turma que “protege” o ex-coligado com o povo.
Até quando?
Depois desses episódios, acho que cabem algumas perguntas: até quando Léo vai ignorar o volume de recursos que o Governo Federal (leia-se Lula e ministros) enviam para Porto Velho? E essa valentia dos seguranças dele vai até quando? Quando puxarem uma arma e atirar em qualquer outra autoridade que eles não “vão com a cara”? Veremos…
*Esta coluna foi escrita com informações publicadas divulgadas em abril pelos sites Fatos RO e Eu Ideal.
**Os sites que publicam esta coluna reservam o direito de manter integralmente a opinião dos seus articulistas sem intervenções. No entanto, o conteúdo apresentado por este “COLUNISTA” é de inteira responsabilidade de seu autor.


Fonte: Tribuna Popular

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