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Com prejuízo previsto de R$ 10 bi em 2026, Correios preparam demissão voluntária de 7 mil funcionários

Sob a gestão do governo Lula 3, os Correios preparam a implantação de mais um novo Plano de Demissão Voluntária nas próximas semanas, com público potencial de até 7 mil funcionários. O programa ficará aberto até o fim de 2026 e terá frente exclusiva em trabalhadores lotados em unidades que serão extintas durante a reestruturação da estatal.
O plano de reestruturação prevê o fechamento de cerca de mil pontos de atendimento, entre centros de tratamento e armazenamento de cargas e agências em todo o país.
Os detalhes finais do programa estão sendo definidos pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, a Sest, vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação.
Diferenças em relação ao primeiro PDV
Foto: Reprodução/X
O segundo programa terá condições distintas do anterior. A indenização oferecida será menor e contará com um teto de pagamento ainda em definição. Desta vez, a direção dos Correios não estabelecerá uma meta de adesões, diferentemente do primeiro PDV, que tinha como objetivo 10 mil desligamentos e ficou muito abaixo.
O primeiro programa, lançado em fevereiro e encerrado em 7 de abril após prorrogação, registrou a adesão de 3.075 funcionários, 30,7% do público elegível. A estatal afirma ter alcançado 45% da economia projetada de R$ 1,4 bilhão com os desligamentos e com outras medidas de gestão implementadas no primeiro trimestre, como otimização de rotas logísticas e controle de produtividade.
Financeiro sob Lula
Os Correios registraram prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 82,35% em relação ao mesmo período do ano anterior. Para todo o ano de 2026, a projeção é de déficit próximo a R$ 10 bilhões. A estatal conta atualmente com mais de 82 mil funcionários próprios e cerca de 10 mil terceirizados.
Plano de reestruturação
O plano de reestruturação dos Correios para o período 2025-2027 inclui o fechamento de ponta a ponta do país, a contratação de um empréstimo de R$ 12 bilhões com bancos privados ao fim de 2025 e a busca por parcerias com o setor privado para ampliar receitas. A meta do governo é tirar a estatal do vermelho até 2027. A direção não descarta a possibilidade de demissões sem o caráter voluntário caso o segundo PDV também fique abaixo do resultado esperado.


Fonte: Conexão Política

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