Nesta quinta-feira (21), durante sessão no Congresso Nacional, nós, parlamentares, voltamos a cobrar do presidente Davi Alcolumbre a instalação da CPMI do Banco Master. Mais uma vez, porém, essa pauta foi ignorada.
O Brasil acompanha, com crescente perplexidade, as denúncias que envolvem o Banco Master, entre elas irregularidades financeiras, operações atípicas e fatos que exigem apuração rigorosa. Diante da gravidade do caso, é dever das instituições agir com transparência e compromisso com o interesse público.
Nesse contexto, assinei quatro requerimentos relacionados à criação de CPI e CPMI para investigação desse caso, por compreender que denúncias envolvendo o sistema financeiro exigem rigor. Afinal, não há estabilidade econômica sem confiança pública.
Além disso, juntamente com o senador Eduardo Girão, impetrei mandado de segurança no STF questionando a omissão da Presidência do Senado diante do requerimento de CPI apresentado na Casa. O Parlamento não pode se calar diante de fatos que geram insegurança e inquietação na sociedade brasileira.
Agora, diante da decisão do senador Davi Alcolumbre de não realizar a leitura de nenhum dos requerimentos, mesmo sem qualquer amparo regimental, cresce entre os parlamentares a expectativa de que o Supremo Tribunal Federal destrave a investigação. O mandado de segurança relacionado à CPMI está sob análise do ministro André Mendonça, enquanto outro pedido semelhante, referente à CPI do Senado, aguarda decisão do ministro Kassio Nunes Marques.
O impedimento ao avanço de uma comissão respaldada por assinaturas regimentais apenas amplia a necessidade de esclarecimentos. Em uma democracia madura, investigar não enfraquece as instituições.
Por tudo isso, considero fundamental que os brasileiros saibam o que realmente aconteceu no caso Master, quem são os responsáveis e quais interesses estavam envolvidos nos bastidores. Crises de confiança não se superam com obscuridade, mas com a verdade.
E é exatamente isso que o Brasil espera.

