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Dia de Jerusalém: 59 anos da reunificação

Israelenses se reúnem para a “Marcha da Bandeira”, em comemoração ao Dia de Jerusalém Foto: EFE/EPA/ATEF SAFADI
Por volta do ano 1000 a.C., um jovem e arrojado rei chamado Davi unificou as 12 tribos em um único reino de Israel, mudando para sempre o curso da história. Davi conquistou Jerusalém e a proclamou capital da nação, estabelecendo-a como o centro político e espiritual do povo judeu.
Como pastor que se tornou rei, Davi foi um dos mais importantes líderes de Israel (aproximadamente 1006–966 a.C.), conhecido por consolidar as tribos e transformar Jerusalém na capital eterna.
O amor de Davi por Jerusalém transcendeu sua época e ecoa através dos Salmos.
No Salmo 122, Davi expressa a profunda conexão espiritual com a cidade santa: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor. Os nossos pés estão às tuas portas, ó Jerusalém! Jerusalém, que és edificada como uma cidade que é compacta”.
E no Salmo 137, declara o juramento inquebrantável: “Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha destra da sua destreza. Apegue-se-me a língua ao paladar, se de ti não me lembrar, se não preferir eu Jerusalém à minha maior alegria”.
Avançando quase três milênios, chegamos a junho de 1967. Durante a Guerra dos Seis Dias, Israel enfrentou uma coalizão de nações árabes.
Na manhã de 7 de junho, tropas israelenses entraram na Cidade Velha através do Portão dos Leões, reunificando a cidade após quase 19 anos de divisão. Às 10h15, o rádio israelense confirmou a notícia histórica: “O Monte do Templo está em nossas mãos.”
David Ben-Gurion, o primeiro-ministro fundador do Estado, proclamou com convicção profética: “Para o Estado de Israel, sempre houve e sempre haverá uma única capital — Jerusalém, a Eterna.”
Esta declaração resume 3 mil anos de história, fé e destino entrelaçados entre um povo e sua cidade sagrada.
Jerusalém tornou-se, então, uma cidade reunificada que garantiu liberdade de culto e acesso a locais sagrados para todos – judeus, cristãos e muçulmanos.
O capelão-chefe das Forças de Defesa de Israel tocou o shofar no Muro Ocidental, selando simbolicamente o retorno de Jerusalém Oriental ao controle judaico.
Teologicamente, Jerusalém representa muito mais que uma capital política. Para o judaísmo, é o local do Monte Moriá, onde Abraão demonstrou fé suprema, onde Davi estabeleceu o centro de adoração, e onde Salomão ergueu o Primeiro Templo. Para o cristianismo, é o palco da crucificação, morte e ressurreição de Jesus.
Yom Yerushalayim (Dia de Jerusalém) é celebrado anualmente para marcar essa reunificação, recordando o fim de quase dois milênios de exílio e o retorno à Cidade Velha e aos seus lugares mais santos.
Hoje, 59 anos depois, Jerusalém permanece como símbolo de fé, resistência e esperança para milhões ao redor do mundo. E essa conexão entre o passado e o presente não é apenas histórica ou política; é profundamente pessoal e espiritual. Como pude testemunhar em minha própria jornada:
Diante do Muro, no cume do Monte Moriá, confrontei-me com a História. Transpus, então, a mera instrumentalidade religiosa do lugar. Ali, tecido pelo espetáculo do desprezo ainda presente, ouço palavras proféticas em cada pedra: testemunhas do Verbo de Deus, que sobre elas habitou e que O reconheceram — e ainda hoje convergem aos sonetos celestiais, afirmando Seu breve retorno!


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