O homem passou pelo exame de corpo de delito de praxe e foi transferido para a Colônia Penal local, ficando à disposição da Polícia Penal
Um homem que se encontrava foragido do sistema prisional foi recapturado pela Polícia Militar na manhã desta sexta-feira, 5 de junho, no bairro Parque Industrial Novo Tempo, em Vilhena.
O desdobramento da ocorrência para a coleta de documentos do suspeito acabou levando as equipes a localizarem uma plantação caseira de maconha em um imóvel da região.
Conforme apurou a reportagem do Extra de Rondônia, uma guarnição da Rádio Patrulha realizava patrulhamento de rotina pelo cruzamento da Rua Paraíba com a Avenida Brasília quando avistou o suspeito, identificado pelas iniciais J. C. O. S., caminhando pela via pública.
Ao notar a aproximação da viatura, o homem demonstrou comportamento atípico: abaixou a cabeça e simulou estar utilizando o aparelho celular para tentar passar despercebido.
A atitude chamou a atenção dos militares, que realizaram a abordagem imediata. Durante a entrevista, o homem confessou que o nervosismo era decorrente de sua condição de “foragido” do sistema prisional e afirmou que estava disposto a acertar as contas com o Judiciário.
Em consulta ao Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP), os policiais confirmaram a existência de um mandado de prisão em aberto contra ele.
BUSCA POR DOCUMENTOS E DESCOBERTA DE PLANTAÇÃO
Como o capturado não portava nenhum documento de identificação pessoal, ele autorizou e acompanhou os policiais até uma residência para que seus dados fossem coletados.
O advogado de defesa do agente, compareceu ao local para acompanhar os trabalhos. No endereço indicado, na Rua Paraíba, a equipe foi recebida por uma mulher, identificada pelas iniciais C. S. S., que se apresentou como responsável pelo recinto e informou que o foragido não morava ali.
Enquanto a checagem documental transcorria, um dos policiais da guarnição observou, a alguns metros de distância nos fundos do imóvel, uma plantação com sete mudas in natura de “pé de maconha”.
As plantas estavam cultivadas em um recipiente improvisado de grandes dimensões, estruturado para o desenvolvimento das raízes. Além dos arbustos, os militares localizaram um vasilhame plástico sobre uma mesa, na área externa, contendo cerca de 5 gramas da mesma substância já seca.
ARREPENDIMENTO E PRISÕES
Ao ser questionada sobre a lavoura ilegal, a moradora demonstrou arrependimento e confessou ser usuária assídua de entorpecentes. Ela explicou que costumava comprar pequenas porções para o próprio consumo e separava as sementes.
Há cerca de 60 dias, decidiu semear o material com o objetivo de cultivar a substância em maior escala para abastecer o seu vício, sem qualquer finalidade medicinal.
Diante dos fatos, a mulher também recebeu voz de prisão pelo crime de cultivo de plantas destinadas à preparação de entorpecentes. Ela não esboçou reação e acatou as ordens da equipe, sendo acompanhada pelo mesmo advogado de defesa durante o desfecho da ocorrência.
Ambos os envolvidos foram conduzidos para a Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP).
O homem passou pelo exame de corpo de delito de praxe e foi transferido para a Colônia Penal local, ficando à disposição da Polícia Penal.
A moradora, as sete plantas e a porção de maconha apreendida foram apresentadas à autoridade judiciária de plantão para as providências legais.
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