Lembra daquela aula de geografia da 7ª série em que o professor explicava o que era o El Niño? Caso não se lembre, esse fenômeno acontece quando as águas do Oceano Pacífico ficam mais quentes do que o normal, alterando correntes de vento e provocando um efeito cascata no clima ao redor do planeta.
“Tá, mas por que vocês estão falando disso?” O motivo é que esse fenômeno está cada vez mais próximo de voltar — o que tem preocupado o agronegócio brasileiro.
Segundo a Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA, as chances de formação do El Niño no 2° semestre de 2026 já passam de 90%. Além disso, existe cerca de 25% de chance do fenômeno se transformar em um evento historicamente forte.
Por aqui, os impactos costumam seguir um roteiro conhecido: mais chuva no Sul, seca na Amazônia e no Nordeste, além de ondas de calor mais frequentes no Centro-Oeste, afetando a semeadura de soja e milho na região.
Por que isso importa: O alerta climático chega justamente em um momento delicado para o agro brasileiro. Nos últimos anos, produtores rurais passaram a lidar com margens mais apertadas, insumos mais caros, aumento do endividamento e maior dificuldade de acesso a crédito.
Com um clima mais extremo e instável, o risco de perdas nas safras aumenta. Isso pode pressionar novamente os preços dos alimentos, justamente quando a inflação começava a dar sinais de alívio, além de testar ainda mais a infraestrutura logística brasileira, que já opera perto do limite.
Fonte: TUDO AMAZÒNIA – Sua fonte de notícias na cidade de Cacoal-RO

