Foto: Divulgação
A comitiva do senador Flávio Bolsonaro (PL) materializou uma foto ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira, 26, na Casa Branca. A imagem enterra a narrativa construída por parte da imprensa brasileira e de aliados do governo Lula nos dias anteriores, que descreveu o convite de Trump como improvável, exagerado ou diretamente como fake news. O encontro aconteceu.
Nos dias anteriores à viagem, veículos alinhados ao campo governista, comentaristas políticos e até integrantes do Itamaraty minimizaram ou negaram a possibilidade do encontro. A Revista Fórum publicou que Flávio estava “fora da agenda oficial da Casa Branca” e que o senador “corre atrás de Trump em tentativa desesperada de conseguir uma foto”. O governo Lula afirmou publicamente não ter informações sobre a agenda. A reunião aconteceu no Salão Oval, onde presidentes americanos recebem seus principais interlocutores internacionais.
O convite teria sido enviado por e-mail ao gabinete de Flávio no Senado após articulação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde o ano passado e mantém interlocução com integrantes do governo estadunidense. O secretário de Estado Marco Rubio também é apontado como interlocutor no processo. A foto publicada pela comitiva mostra Trump e Flávio juntos dentro da Casa Branca, confirmando o caráter formal da reunião.
A conversa com Trump, segundo apurou o Conexão Política, incluiu pontos como crime organizado, tarifas comerciais, minerais críticos e big techs. Flávio também defendeu que facções como o PCC e o Comando Vermelho sejam classificadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Outro ponto de interesse da Casa Branca são as jazidas brasileiras de minerais críticos, como as terras raras, essenciais para a tecnologia e defesa americana.
O ajuntamento se dá menos de um mês após a visita do presidente Lula a Trump em Washington, em 7 de maio, da qual o petista saiu sem acordos concretos.
Fonte: Conexão Política

