AMAZONAS (AM) – Continua grande a expectativa pela instalação de uma Delegacia da Polícia Federal (DPF) no Sul do Estado. A nova especializada passará a funcionar na cidade de Humaitá, a 602 quilômetros da Capital Manaus. a partir do mês que vem, segundo informações amplamente divulgadas pela Superintendência no Amazonas.
Entidades civis organizadas com atuação na tríplice fronteira de Rondônia, Acre e AMAZONAS decidem pedir a federalizacao de vários crimes ocorridos no Sul do Amazonas.
Ao mesmo tempo, o município de Tefé também será contemplado com uma Delegacia para aumentar a presença do Departamento de Polícia Federal (DPF) na mesorregião amazonense do Solimões que deve atuar em pontos diferentes diante do avanço das facções criminosas e da pressão das Organizações Criminosas (ORCRIM), “já que o narcotráfico, numa visão visível, tem avançado sobre as áreas muito rapidamente na tríplice fronteira Brasil, Peru e Colômbia”.
Presença da Polícia Federal no Sul do Amazonas é pedida faz tempo. Com a implantação da Delegacia (Nucleo) do DPF-AM em Humaitá, “falhas, omissões e inércia” atribuídas a outros órgãos federais pode acabar. A medida é urgente, apelam familiares de vítimas de crimes de pistolagem no Sul do Amazonas.
É o que apontou nesta terça-feira (16) um analista aposentado de um órgão de inteligência baseado, atualmente, na dupla divisa dos estados de Rondônia com o Amazonas. Segundo o interlocutor anônimo, tanto em Humaitá quanto em Tefé, depois de anos seguidos, “esses municípios têm impostos desafios e ousadia às autoridades brasileiras”, apesar do bom desempenho das bases fluviais e terrestres.
A apuração da morte misteriosa do Cacique AMILKA JAMAMADI na Casa de Saúde (CASAI), em Lábrea, não foi pedida na gestão do ex-presidente José Raimundo Pereira Lima (vulgarmente conhecido por Zé Bazaga). A nova Coordenadoria da entidade, começa a ser pressionada a levar vários casos semelhantes ao MPF e a Polícia Federal.
SUL DO AMAZONAS – Além de crimes atribuídos a organizações criminosas conhecidas (ORCRIM) ligados aos campos agrário e ambiental considerado “de uso contínuo”, entre os quais, roubo de madeira em áreas de proteção ambiental, em Projeto de Assentamento sob a responsabilidade da 15ª Superintendência Regional do INCRA (15ª SR/AM), usurpação de outros bens pertencentes da União, como a extração ilegal de minério (ouro, cassiterita, semipreciosas e tráfico de animais silvestres), o avanço do narcotráfico e chacinas de camponeses, nativos, pequenos proprietários rurais e lideranças indígenas, “esses assuntos ainda preocupam entidades civis organizadas acreditadas no Sul do Estado”.
Vítimas do ataque de pistoleiros no PA MONTE. (Divulgacao
Diante dessa situação considerada inédita, para membros de associações de agricultores familiares, familiares e amigos de vítimas de “tocaiadas atrás do toco e assassinadas brutalmente, inclusive com corpos ainda desaparecidos”, com uso de supostos pistoleiros com uso de balacrava, armamentos de uso restrito (das forças armadas e da segurança pública), a instalação de uma Delegacia da Polícia Federal (DPF) no Sul do Amazonas “é vital para combater crimes comuns, complexos e transnacionais advindos de várias jurisdições estaduais”.
Imagem acima mostra mais um caso envolvendo pistoleiros atuando em áreas de assentados mo Sul de Lábrea. A segunda imagem denúncia impunidade nas mortes de dirigentes da Associação do IGARAPE ARARA, da região do Igarapé, entre os kms 42 e 58 da BR-319. Os crimes nunca foram investigado. As terras foram federalizadas..
Nas últimas décadas, o Sul do Estado do Amazonas tem protagonizado, afora os crimes ambientais, agrários e os relacionados à extração ilegal de madeira e minérios usurpados da União, em sendo o município de Humaitá tem sido palco, também, de domínio de facções, tráfico intenso de drogas, fraudes previdenciárias envolvendo conhecidos advogados e que vido a limitações da jurisdição estadual, “diversos casos não seriam informados ao Judiciário nem ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Sobre o assunto, apenas uma operadora do Direito logrou êxito em processos de ressarcimentos a ex-clientes dos acusados após investigações próprias e depoimentos de vítimas que sofreram – e ainda sofreriam – prejuízos com ações patrocinadas por colegas em desfavor de idosos, deficientes e trabalhadores que os representaram junto ao Judiciário local.
Condenados, os acusados decidiram ressarcir os beneficiários por meio de acordo homologado na Justiça, mas, há outros casos sendo investigados e que, possivelmente, podem ser levados ao conhecimento do Ministério Público Federal, desta feita, envolvendo defensores acreditados nas Comarcas de Apui, Lábrea e ao longo do Vale do Rio Madeira, confidenciou à Reportagem assistente jurídico de uma banca localizada na cidade de Humaitá.
ADVOGADOS INDICIADOS? – Por sugestão de parte de um grupo de acadêmicos de Direito da região, a futura Delegacia em Humaitá, “é de importância fundamental para a proteção e segurança de toda a população da região do nosso Estado”. Segundo as fontes, apesar da jurisdição estadual encontrar limite, “a Polícia Federal já presta relevantes serviços ao país por desarticular facções, da repressão do tráfico de drogas e proteger o meio ambiente de forma integrada, utilizando inteligência, perícia científica avançada”.
PF deflagra operação contra garimpos ilegais no Rio Madeira (AM) e no Baixo Madeira (Porto Velho/RO).
De acordo com as mesmas fontes, os municípios do interior amazonense do Sul do Estado, à exemplo de Apui, Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã, Borba, Nova Olinda do Norte, Autazes (Rio Madeira), Boca do Acre, Pauini, Lábrea, Canutama, Tapauá e Beruri, desde as últimas décadas, “precisam ter a suposta rota de fraudes previdenciárias interceptadas, inclusive com a participação de advogados indiciados por extorsão, drogas, veiculação de Fakes News, uso indevido de nomes e dados telemáticos de terceiros”.
Fonte: TUDO AMAZÒNIA – Sua fonte de notícias na cidade de Cacoal-RO

