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HERÓDOTO ESTAVA CERTO (II) – Paulo Leal – Saldo não foi só a BR-364

Lúcio Albuquerque
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Ele governou o Território Federal duas vezes – foi o 8º, de setembro de 1954 a fevereiro de 1955, saindo do cargo faltando dias para completar sete meses. Da segunda vez, sendo o 16º a ocupar o governo, ficou de novembro de 1958 a março de 1961, pouco mais de dois anos. Em ambos os períodos o Território se resumia a dois municípios: Porto Velho, da margem do Abunã até à divisa com Mato Grosso e Guajará-Mirim, abrangendo toda a fronteira com a Bolívia, e foi nessa última fase que inseriu seu nome não só na história do Território, mas da Amazônia.
Era o governador Paulo Nunes Leal, que em verdade pouco pôde fazer, mesmo assim implementou serviços importantes como melhoras nos campos de pouso de Porto Velho e Guajará-Mirim, início da construção de campos de pouso em Vila Rondônia, Pimenta Bueno e Tabajara, além de reparos e ampliações em escolas, entre elas a Escola Normal, e obras complementares no Porto Velho Hotel, etc. (*)
Em 1958 Paulo Leal retornou ao Governo do Território, talvez favorecido pelo tempo maior na função e pela proximidade, citada por seus amigos, gerada pelo fato de seu irmão ser o dhefe-de-gabinete do presidente Juscelino Kubistchek, e assim ele pôde desenvolver um trabalho de maior vulto, apesar das amarras oriundas de se tratar de um Território.
Além de oficial do Exército, da Arma de Engenharia e ex-pracinha da Força Expedicionária Brasileira, em 1959, pouco depois de sua segunda posse mandou comprar um caminhão na fábrica em São Paulo e ordenou que três funcionários do Território o trouxesse “rodando” até onde pudessem, e a viagem por terra acabou em Cáceres, com o veículo sendo colocado numa balsa que pelos rios Guaporé e Mamoré. Até que, em Guajará-Mirim, o veículo, apelidado “Bandeirante” foi levado de trem da Madeira-Mamoré e, 41 dias depois de sair da capital paulista, foi recebido com festas em Porto Velho.
Em fins de janeiro de 1960 Paulo Leal participa, com os governadores dos territórios e estados da Amazônia, da “Caravana da Integração Brasília e durante audiência com o presidente JK, faz uma provocação a Juscelino, que dois dias depois comunicou ao Brasil que decidira mandar abrir uma rodovia para dar acesso ao Acre por via rodoviária (**)
(*) Esron Penha de Menezes em “Retalhos para a História de Rondônia”
(**) “Por que construí Brasília “, autor JK
Dia 16 – “O outro braço da Cruz” e a traição sofrida por Paulo Leal
O caminhão “Bandeirante” (acervo pessoal e colorização de Luís Claro)
JK caminha sobre árvore derrubada por ele em Vilhena


Fonte: Tribuna Popular

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