spot_img

Números da nova pesquisa ao governo causa ‘terremoto’ político em Pernambuco; veja a íntegra

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, do PSD, chega a julho com os melhores números de sua vida política. O Paraná Pesquisas registrou nesta sexta-feira (10) a pesquisa PE-00478/2026, realizada entre os dias 7 e 9 de julho com 1.500 eleitores em 58 municípios e margem de erro de 2,6 pontos percentuais, que coloca a governadora à frente de João Campos, do PSB, em todos os cenários testados para o governo do estado, com aprovação de gestão de 65,7% e desaprovação de 31,4%. Os números mapeam uma inversão completa em relação ao Paraná Pesquisas de dezembro de 2025, quando Campos liderava com 55,1% contra 33,8% de Lyra no cenário sem terceiros candidatos.
Virada em sete meses
Em dezembro de 2025, Campos liderava por 21,3 pontos percentuais. Em julho de 2026, Lyra lidera por 4,2 pontos no mesmo cenário de dois candidatos, com 47,5% contra 43,3%. A movimentação de Lyra nesse intervalo foi de 13,7 pontos para cima. A de Campos foi de 11,8 pontos para baixo. No cenário com três candidatos, que inclui Ivan Moraes, do PSOL, Lyra aparece com 46,8% e Campos com 42,5%. A diferença de 4,3 pontos está dentro da margem de erro, o que torna a disputa tecnicamente apertada, mas a tendência da série histórica é inequivocamente favorável à governadora.
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Pesquisa espontânea
Na pesquisa espontânea, em que nenhum nome é apresentado ao entrevistado, Raquel Lyra aparece com 31,2% e João Campos com 23,7%. O índice de 39,7% de eleitores que não souberam ou não quiseram opinar espontaneamente indica que a campanha ainda não aqueceu a ponto de cristalizar preferências em grande parte do eleitorado. Ainda assim, a vantagem espontânea é de 7,5 pontos favorável à governadora.
O cenário estimulado com dois candidatos sinaliza os grupos onde a vantagem de Lyra é mais expressiva e onde Campos resiste. Entre homens, Lyra lidera com 52,2% contra 39,3% de Campos, diferença de 12,9 pontos. Entre mulheres, a vantagem se inverte. Campos tem 46,8% e Lyra 43,4%, diferença de 3,4 pontos. A governadora domina todas as faixas etárias com exceção dos idosos com 60 anos ou mais, onde Campos lidera com 51,3% contra 41,4%. Nos jovens de 16 a 24 anos, Lyra tem 48,6% contra 40,9%. Nas faixas de 25 a 34 e 35 a 44 anos, as vantagens da governadora chegam a 13,6 e 11 pontos, respectivamente.
A escolaridade é outra variável. Entre eleitores com ensino superior, Lyra lidera com 57% contra 32,3% de Campos, diferença de 24,7 pontos. Entre eleitores com ensino médio, 51,8% contra 40,7%. A única faixa onde Campos lidera é a de menor escolaridade. Entre eleitores com até o ensino fundamental, Campos tem 51,5% e Lyra 38,3%. O perfil do eleitorado de Campos se concentra, portanto, nas faixas de menor renda e escolaridade, mulheres e idosos. O de Lyra abrange homens, jovens e eleitores com maior grau de instrução.
Avaliação de gestão
O motor da virada eleitoral está nos números de avaliação de governo, que cresceram ao longo de quatro rodadas do Paraná Pesquisas. Em março de 2025, 46,2% aprovavam a gestão Lyra e 50,6% desaprovavam. Em agosto de 2025, a aprovação subiu para 48,7% e a desaprovação caiu para 47,6%. Em dezembro de 2025, a aprovação chegou a 55,4% com desaprovação de 40,8%. Em julho de 2026, a aprovação atingiu 65,7% e a desaprovação recuou para 31,4%, invertendo completamente o sinal.
A avaliação positiva, somando ótima e boa, chegou a 48,6%, com o índice de ótima saltando de 9% em março de 2025 para 20,1% em julho de 2026. A avaliação negativa, somando ruim e péssima, caiu de 37,2% para 19,7% no mesmo período, com o índice de péssima recuando de 28,1% para 12,6%.
Entre jovens de 16 a 24 anos, chega a 73,6%. Entre eleitores do sexo masculino, a 71,5%. Entre eleitores com ensino superior, a 71,3%. O único recorte onde a aprovação cai abaixo de 60% é entre eleitores com ensino fundamental, com 59,9%. A aprovação entre eleitores que participaram de celebrações religiosas nos dez dias anteriores à pesquisa é de 66,9%, ligeiramente acima da média geral.
Quem o eleitor acha que vai ganhar
O indicador de percepção de vitória, que mede a expectativa do eleitorado independentemente da intenção de voto, também favorece Lyra. 44,7% acreditam que ela vencerá as eleições, contra 40,7% que apostam em Campos. A diferença de quatro pontos está dentro da margem de erro. No efeito de bandwagon, a tendência de eleitores indecisos é de votar no candidato que percebem como mais provável de vencer. Entre homens, 50,4% apostam em Lyra e 36,5% em Campos. Entre mulheres, a percepção se inverte: 44,3% acreditam em Campos e 39,7% em Lyra.
Taxa de rejeição
Na rejeição, Campos registra índice maior do que Lyra. Quando perguntados em quem definitivamente não votariam, 25,4% dos eleitores citam Campos e 21,3% citam Lyra. Ivan Moraes concentra a maior rejeição entre os três candidatos ao governo, com 39,5%. Apenas 15,1% dos eleitores afirmam que poderiam votar em qualquer um dos três candidatos.
Disputa ao Senado
A disputa pelas duas vagas ao Senado mostra uma alta taxa de indefinição. Na pesquisa espontânea, 79,7% dos eleitores não souberam ou não quiseram indicar nenhum nome. Dos que indicaram espontaneamente, Marília Arraes, do Solidariedade, e Humberto Costa, do PT, empatam com 5,5% cada, seguidos de Miguel Coelho, do União Brasil, com 3%.
No cenário estimulado com seis candidatos, Arraes lidera com 50,5% das menções, seguida de Costa com 40,6%, Coelho com 34,2%, Túlio Gadelha com 18,4% e Paulo Rubem Santiago com 5,9%. A pesquisa permite múltipla escolha de até dois nomes, o que explica os percentuais acima de 100% na soma. Com Eduardo da Fonte, do PP, no lugar de Coelho, os percentuais de Arraes e Costa sobem marginalmente: 51,9% e 43,3% respectivamente, com da Fonte somando 26,4%.
Arraes tem maior penetração entre mulheres, com 52,5%, e entre idosos acima de 60 anos, com 58%. Costa é mais forte entre homens, com 43,1%, e entre eleitores com ensino fundamental, com 48%. A rejeição mais alta entre os senadores é de Costa, com 23,4% dos eleitores que definitivamente não votariam nele. Arraes acumula 19,4% de rejeição e da Fonte, 18%.


Fonte: Conexão Política

+Notícias

Últimas Notícias