Asteroide próximo a Terra Foto: Pixabay
Quanto mais mergulho nas Escrituras, mais observo o quanto elas comprovam os postulados científicos. A Bíblia é um livro, mas, ao mesmo tempo, uma coletânea de 66 livros — uma biblioteca inspirada pelo Espírito Santo, escrita em culturas e línguas diferentes e em um ambiente sem qualquer tecnologia de comunicação.
É dentro desse contexto que surgem as profecias. E, na Bíblia, a profecia não é primariamente uma “previsão do futuro” como na astrologia ou na adivinhação; o sentido original bíblico vai muito além disso.
A palavra no hebraico do Antigo Testamento para profeta é Nabi (נָבִיא), que significa literalmente “aquele que é chamado” ou “aquele que proclama/fala em nome de outro”. No grego do Novo Testamento, o termo usado é Prophetes (προφήτης), formado por pro (“em favor de” ou “diante de”) e phemi (“falar”).
Portanto, a definição bíblica central de profecia é: a declaração e transmissão da mensagem, da vontade e da mente de Deus para a humanidade.
Os dois lados da profecia bíblica
Para entender a profecia na Bíblia, os teólogos costumam dividi-la em duas dimensões principais:
• Proclamação (“Falar por Deus”): É a maior parte da profecia bíblica. O profeta atua como um porta-voz que comunica a verdade de Deus sobre o presente. Ele traz exortação, denúncia da injustiça social, apelo ao arrependimento, conforto e instrução moral.
• Predição (“Falar antes”): É a revelação de acontecimentos futuros. Serve para demonstrar a soberania de Deus sobre a história, alertar sobre juízos iminentes ou apontar para a esperança (como as profecias messiânicas sobre Jesus Cristo).
Mas o que isso tem a ver com ciência e espaço?
Por volta do ano 95 d.C., João escreveu o livro das revelações, o Apocalipse, cheio de simbolismos e verdades sobre a Parousia. No início de minhas leituras bíblicas, meus olhos se fixaram nesse livro repleto de fenômenos astronômicos, os quais resolvi estudar e interpretar.
Um desses textos é Apocalipse 8 no verso 10, onde é dito: “E o terceiro anjo tocou a sua trombeta, e caiu do céu uma grande estrela ardendo como uma tocha…” Ao ler o mesmo texto no original grego, encontramos Mega Astera. E Astera é a raiz para a palavra asteroide. Ocorre que, aqui, João profetizou o passado e o futuro.
Sua profecia é detalhada tão especificamente que nenhum ateu pode questionar. Ele fala do “efeito estufa” causado pela “fumaça que escurecerá o Sol e a Lua”, resultando na extinção de grande parte da vida.
Quando afirmo que João falou do passado, é porque ele explicou um evento que extinguiu a vida há 65 milhões de anos, gerando uma teoria formulada em 1980 conhecida como Teoria K-T (Cretáceo-Terciário). Mas João falou, sobretudo, sobre o futuro. Duzentos milhões de dólares por ano é o orçamento da NASA para a Defesa Planetária de Objetos Próximos à Terra (Near-Earth Objects) porque os cientistas sabem que o evento irá ocorrer novamente.
Em uma época em que a única coisa que voava nos céus eram os pássaros, João escreveu algo irrefutável com precisão teológica e científica.

