Arma encontrada na residência do suspeito que morreu
Divulgação/PM
Um suspeito morreu após trocar tiros com policiais durante uma operação conjunta da Polícia Militar e da Polícia Civil, realizada na última quinta-feira (19), em Espigão D'Oeste (RO). A identidade dele não foi divulgada.
A ação tinha como objetivo cumprir mandados de busca e apreensão em diferentes pontos da cidade. Segundo a polícia, durante o cumprimento de uma das ordens judiciais, o suspeito reagiu e apontou uma arma de fogo contra a equipe.
Diante da situação, houve confronto. O homem foi baleado, socorrido e levado ao hospital municipal, mas não resistiu aos ferimentos. Uma mulher que estava na residência também precisou de atendimento médico.
No local, os policiais apreenderam munições de calibre .38 e um celular danificado. A arma usada pelo suspeito foi recolhida pela perícia, que realizou os procedimentos necessários.
De acordo com as forças de segurança, a operação faz parte de ações para combater a criminalidade na região. A Polícia Civil continua investigando o caso para identificar possíveis ligações do suspeito com outros crimes.
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Suspeito de matar adolescente com bala perdida em RO é morto a tiros na Bolívia
Luís Gabriel Vinhorque de Souza, de 22 anos, foi morto a tiros na noite de quinta-feira (19), em Guayaramerín, cidade da Bolívia que faz fronteira com Rondônia. Ele era investigado por dois crimes no Brasil, incluindo o assassinato do estudante Arthur Amora Ribeiro, morto em 2022 após ser atingido por uma bala perdida enquanto empinava pipa em Porto Velho.
O ataque foi registrado em vídeo por moradores. As imagens mostram o momento em que um homem se aproxima e faz vários disparos contra o jovem, que já estava caído no chão (veja acima).
De acordo com o comandante da Polícia do departamento de Beni, Ivan Bernal Salazar, o crime aconteceu na praça Hernán Roca, no centro da cidade. Segundo ele, uma pessoa em um carro branco atirou várias vezes contra duas pessoas que estavam em uma motocicleta. Luís Gabriel morreu no local. A outra vítima foi socorrida e levada para um hospital.
Durante a perícia, a polícia encontrou com o jovem uma pistola Glock calibre 9 mm, com 17 munições, além de um carregador extra. A identidade dele foi confirmada por meio de troca de informações entre as polícias da Bolívia e do Brasil.
Horas depois, a polícia localizou um carro queimado a cerca de 10 quilômetros do local do crime. A suspeita é de que o veículo tenha sido usado na ação e incendiado para apagar possíveis provas.
A principal linha de investigação indica que o crime pode ter sido motivado por vingança, possivelmente relacionada ao tráfico de drogas na região de fronteira. O comandante também negou rumores que circularam nas redes sociais sobre várias mortes na mesma noite. Segundo ele, apenas este caso foi confirmado.
Relembre o crime
Arthur Amora Ribeiro, de 13 anos, foi atingido na cabeça por um tiro enquanto soltava pipa com amigos. De acordo com a Polícia Civil, antes do adolescente ser baleado, houve uma briga entre Luís Gabriel e outra pessoa na esquina das ruas Guanabara e Quintino Bocaiúva, em Porto Velho.
Cerca de meia hora após a discussão, o suspeito retornou ao local, desta vez armado, e efetuou disparos. Naquele momento, vários motociclistas passavam pela região e, por isso, inicialmente acreditava-se que o tiro tivesse sido efetuado por esse grupo.
A bala disparada por Luís Gabriel atingiu a cabeça do estudante, que chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo a Polícia Civil, Luís Gabriel não foi mais visto em Porto Velho desde que sua identidade foi revelada e era considerado foragido. A polícia informou ainda que ele é investigado por outro crime além do assassinato do adolescente, mas não divulgou detalhes por estar sob segredo de Justiça.
Luís Gabriel Vinhorque de Souza, de 22 anos, morto em Guayaramerín
Reprodução/Redes sociais
Suspeito de matar adolescente com bala perdida em RO é morto na Bolívia
Reprodução/Redes sociais
Arthur Amora Ribeiro tinha 14 anos e morreu após ser baleado em Porto Velho
Reprodução/Redes sociais
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Pirarucu adulto pode passar de 2 metros de comprimento
manimiranda
O pirarucu, um dos peixes mais conhecidos da Amazônia, passou a ser tratado como espécie invasora em um trecho do rio Madeira, em Porto Velho, acima da barragem de Santo Antônio. A mudança foi oficializada nesta semana por uma medida do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que liberou o abate do peixe sem limite nessa região.
Na prática, isso significa que pescadores — tanto profissionais quanto artesanais — agora podem capturar e abater o pirarucu sem restrições de quantidade, tamanho ou período do ano. Mas por que essa decisão foi tomada?
Segundo a doutora em Biodiversidade e Biotecnologia, Dayane Catâneo, a expansão do pirarucu para novas áreas do rio está diretamente ligada às mudanças no ambiente. Antes, a espécie era encontrada principalmente na parte do rio Madeira abaixo da antiga Cachoeira de Santo Antônio, onde as condições naturais eram mais favoráveis.
Naquela região, a presença de várias corredeiras, com águas rápidas e turbulentas, funcionava como uma espécie de barreira natural. Esse tipo de ambiente não favorece o pirarucu, que prefere águas mais calmas, como lagos e áreas de pouca correnteza.
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Com as alterações no rio, essas barreiras deixaram de existir, facilitando a chegada do peixe a novos trechos.
De acordo com Dayane Catâneo, o pirarucu é um predador de topo da cadeia alimentar e não possui predadores naturais. Isso faz com que, ao ocupar novos ambientes, ele possa reduzir a população de outras espécies nativas e causar desequilíbrios no ecossistema aquático.
"Como o é um predador forte, o pirarucu pode diminuir outras espécies e mudar o equilíbrio do rio. Por isso, mesmo sendo da Amazônia, ele é considerado invasor nessas regiões específicas, onde pode causar impactos ao meio ambiente", explicou Dayane.
Ainda de acordo com Dayane, o problema não está no peixe em si, mas nas mudanças ambientais que permitiram sua expansão. Por isso, ela defende o controle da espécie como uma forma de evitar impactos maiores na biodiversidade local.
Decisão
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) classificou o pirarucu como espécie invasora na região acima da barragem de Santo Antônio, no rio Madeira, em Porto Velho. Além disso, o órgão autorizou a captura e o abate sem limite do peixe nessa área. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta semana.
No caso do rio Madeira, acima da barragem de Santo Antônio, os peixes não poderão ser devolvidos em suas áreas de origem, caso capturados: todos devem ser abatidos obrigatoriamente.
Os produtos da pesca só podem ser comercializados dentro do estado onde o peixe foi retirado. Caso sejam transportados para outro estado, serão apreendidos.
A norma também autoriza que governos estaduais e municipais incentivem ações de controle da espécie. O pirarucu abatido poderá ser destinado a programas sociais, como merenda escolar, hospitais públicos e iniciativas de combate à fome.
Em unidades de conservação, o controle dependerá de autorização dos gestores e deverá seguir os planos de manejo específicos.
A decisão será reavaliada em três anos, para verificar se a medida é eficaz no controle da presença do pirarucu fora de sua área natural.